Monday, October 15, 2007

Fama Show (1ª Gala) – Revista

Não tinha planeado escrever isto. P’ra falar a verdade não tinha seqer planeado acompanhar esta 3ª edição do Fama Show q pelos vistos veio p´ra ficar, a avaliar pela popularidade de q o programa goza entre a juventude e não só. O q aconteceu é q o meu jogo de básqetebol lá c’os manos da zona acabou mais cedo p´ra dar lugar ao pessoal do futebol de salão (não há mais campos no bairro). Então epa, yá, voltei p’ra casa à tempo de ver a cena desde o início.
Se qiserem q eu vos diga porq é q não tô tão interessado nesta edição do Fama Show, a razão é simples e até óbvia: é q a estória vai se repetir, isto é, não vai vencer o melhor, mas sim o “mais bonitinho”. É essa a desvantagem de a decisão ser do público. E como esse público é dominado por meninas, a chances de uma pita sair vencedora no final são as mesmas q as de um negro vir a ser um dia, presidente dos E.U.A. E pelos vistos há muitos “fofinhos” este ano (desculpem se isto soa gay).
Talvez se apercebendo disso, os “mentores” do programa decidiram q os professores vão poder salvar e repescar algum/a desgraçado/a talentoso/a q não tenha caído nas graças das “babes”. Mas eu não sei se isso vai adiantar alguma coisa... Mas OK, vamos a isso então:

Bom, eu poderia pegar em cada um dos participantes e comentar a sua actuação mas fogo, são 30 “cantores” ou isso, então vou resumir a coisa p’ros melhores (não interessa a ordem).

Os melhores

- Abuchu Muchoto – o modelo. A música mal tinha começado, as pitas já ‘tavam de pé e aos gritos. Mas não decepcionou e interpretou muto bem uma canção acústica de título eu sei de um brasileiro cujo nome me foge à memória neste momento.

- Rui Michel – o loiro. O timbre da sua voz encaixou perfeitamente com a canção q lhe foi atribuída. Ei, calma aí, parece q são eles q escolhem as canções agora, não?

- Yolanda Ana – interpretou o tema da Fergie de título Bad girls don´t cry lindamente. Acredito nela.

- Eulália Hortência – Da instrumental da canção I cry, I dance, I smile de Judith Sephuma, Eulália qis apenas o piano no acompanhamento para q todo o seu potencial vocal fosse percebido pelo público. Missão cumprida. Alta voz.

- Arlete Fernandes – Altamente. Não acho Já não me dás valor de Lizha James um tema fácil de interpretar e Arlete esteve simplesmente bem.

- Nuno Abdul - Parece q as meninas tem um fraco por gajos de tranças. Mas se é assim porq é q não consegui quase nada quando fazia tranças? Bom, Nuno interpretou o sucesso Super Homem de Anselmo Ralph. As coristas “tentaram” comprometer a sua actuação, mas o gaj’ não deixou.

- Elias Faqir – Achei o timbre da voz de Elias algo próximo (senão mesmo muito) do de Blunt. Cantou bem.

- Kelvin Ismael – Cantou um tema acho eu do último álbum de Ne Yo. E cantou bem mas talvez seria melhor se as coristas não tivessem “largado a bola”.

-Júlio António – O Damo do Bling. Este indivíduo tem o lugar garantido na final independentemente de cantar bem ou não, por favor acreditem! Entrou a falar inglês (acho eu, ouvi a palavra nigga) e interpretou u remind me de Usher. Vocalmente não foi nada especial mas não chegou desafinar. A dada altura decidiu dançar a la Usher mas não se deu lá muito bem e acabou atirando o chapéu p’ra platéia. E voltou a falar... inglês.
Vocês têm a certeza q J.A. não é cabo-verdiano?

Notas:

*As coristas têm problemas;
*Roberto Isaías tentou ser a estrela da tarde com comentários de mapepeteia como: “...eu vou te contratar depois do Fama Show” ou “desafinaste tanto q até me doeu a cabeça” e ainda “ se eu fosse mulher seria tua namorada”. Hmm...;
*Rapazes, façamos como elas: vamos votar nas boazudas sem nos importarmos com o talento. Senão corremos o risco de não vermos bundas na final...

Aaahh, Dama, mostra-lá um pouco então!!


Cidade de Maputo. Sexta-feira. Era um dia de glória para a eqipe da gravadora Bang Entretenimento com todo o barulho à volta dos troféus (q as pessoas insistem em chamar de Grammys não sei porqê) da Channel O arrecadados pelas cantoras Dama do Bling (dois) e Lizha James (um). E ainda havia o show do lançamento do último álbum de estúdio da Dama. Era o dia da Bling.
A idéia era ir lá ao espectáculo, acompanhar a cena in loco com uma máqina de fotografar e tal (tá na moda dizer câmera hoje em dia, mas ‘cês sabem q eu sou velha-escola), para depois vir entrar um texto sobre o evento aqi no teu blog de eleição. O plano foi por água abaixo. P´ra ser mais exacto foi por cerveja abaixo. Acabei no bar mais agitado lá da zona com meu puto TT. Só deu p´ra VER o espectáculo. Com toda a barulheira ali dentro, não deu p’ra ouvir praticamente nada mesmo depois q a bar girl esticou o volume do televisor. Mas ouvi dizer q o show foi manchado por ‘blemas de som.


Enquanto actuavam os convidados do espectáctulo, malta Stewart, Kalibrados, os convivas (é assim q se diz né?) lá no bar não viam a hora de chegar a Dona. Sabem porqê? Isso mesmo, ‘tavam (‘távamos qero eu dizer) ansiosos p´ra ver um pouco de... bunda. Eu e o puto rachámos quando um gajo muito seriamente disse “ mas hê djô, então ela não vai mostrar nada, pá?” todo desiludido. Acredito q se o gajo não estivesse a beber teria abandonado o local.


Mas agora não tenho a certeza de o q é q o indivíduo realmente qeria ver. Neste regresso de Bling ao estúdio e à ribalta era suposta ela, trazer uma nova imagem como sugeriu na faixa chamadas p’ra Bling, mas pelo q vi do show, não há diferença nenhuma com a Dama do Bling q nos habituou. Ou sou apenas eu?
Mas agora, vocês q viram o espectáculo como deve ser, como é q foi? Vi Denny O.G. com o micro numa e um copo de cerveja noutra mão. Não desafinou como da outra vez? Q problemas de som foram esses afinal?

O mais palhaço de todos os palhaços!!

Todos sabemos q há muita palhaçada na área de entretenimento cá em casa principalmente na música. Eu poderia à semelhança da votação para o mais popular do ano, sugerir uma lista de palhaços para q se votásse no mais-mais, mas qiçalixe eu vou dizer qem é o palhaço-patrão e vocês vejam se concordam.
Quando digo palhaço-patrão qual é o nome q vem logo à memória? Mc Roger não? Mas não. Aliás o Sr. Bling nem seqer faz parte da minha lista. Faria há dois, três anos atrás, mas a conclusão a q chegeuei acerca de MC Roger é q ele sabe o q faz, qero dizer, vocês já o ouviram em entrevista? É impressionante como os seus discursos são articulados e coerentes, apesar de “falar muito”. O q me leva à crer q a falta de substância nas letras das suas canções é propositada, pois é no seu entender “o q o povo qer”.
Agora indivíduos como Anaconda, Olivia Style, Fabrício Sabat, Mr. Mouras e a lista continua, fazem o q fazem convencidos q têm talento. Aqi está o meu top 5 por ordem decrescente:

5 – Rei Anaconda
Sua obssessão em ser angolano é eqiparável à de Michael Jackson em ser branco. Palhaço!

4 – Fabrício Sabat
Será este “artista” o mesmo q escreveu o tão aclamado livro “Viúvas da minha terra”? Não tive ainda oportunidade de ler o tal livro, mas se é ele o autor q se fiqe pela literatura porq como cantor... Nem o efeito de um vocoder consegue disfarçar a desafinação da sua voz. Palhaço!

3 – Mr. “Xibubutela” Mouras
Epa, Sr. Mouras, pelo menos peça-lá ao teu filho p’ra ser teu manager... Xibubutela, xibubutela swa ini?!! Palhaço!!

2 – Olivia Style
O seu último álbum q por sinal lhe valeu um disco de platina ou coisa assim é intitulado Sou Folgado Holla Back. O porqê desse nome? “Porqe sou folgado qer dizer holla back e holla back qer dizer sou folgado, estaja ver ném?”
Contaram-me: ele foi convidado à um programa televisivo para entrevista e interactividade com telespectadores/ fãs. Liga uma fã e diz qualqer coisa como “eu tchi amo...” Epa, o gajo não gramou. Exaltou-se e chegou mesmo a exigir “epa, produção desligam-lá essa merda, pá, desliga essa merda...” Palhaço, com peruca e tudo!!

“Wrote by” Kanino

1 – Público Moçambicano
Por apoiar “artistas” desta extracção o público moçambicano está no topo do “mais palhaço de todos os palhaços”. Xiku rá!!!

Tuesday, September 18, 2007

É Só Foto!!


Tenho o mau hábito do zapping, como já disse algumas vezes, quando vejo televisão e no outro dia parei pra ver o programa brasileiro Hoje Em Dia na TV Miramar, em q ‘tavam a falar de uma jovem estrela q escandilizou a sociedade brasileira quando decidiu tirar umas fotografias com as mesmas roupas com as quais veio ao mundo. O barulho foi tal q ela teve q fazer um pedido de desculpas publicamente.

Isso fez me recordar do passado recente aqi nas terras de Ngungunyane e do rei Khupula, quando os nossos e-mails foram invadidos (ou abençoados?) por montes de fotos de moçambicanas (algumas falsas), q decidiram posar para e/ou com seus amantes e estes por sua vez, por uma ou outra razão, decidiram mostrar à um amigo e este à um amigo e assim sucessivamente.

A lista de “modelos” ia desde universitárias (lembram- se do primeiro caso?) à pitas “da vida” e a quantidade de novos casos já estava a tender p’ro exagerado e ridículo. Tanto q a sociedade começou a ficar “alarmada” e a debater o assunto de forma à poder encontrar uma forma de combater o problema. Mmm, faxavor! O q é q vai impedir meu brada de me enviar fotos daqela boazuda q o gajo bateu e o q é q me vai impedir de reencaminhar? Não é por isso q Neyma e Lizha James estão de costas voltadas?

Eu não tive ainda a oportunidade de apreciar as tais fotos da Neyma e acredito q sejam photoshop-eadas mas seja como for, a grande verdade meus amigos é q mulheres gostam de expor o q a mãe lhes deu sob o lema “o q é bonito é pra se mostrar”. Deve ser parte da natureza delas. É só ver como elas se vestem: mini-saias, tchuna-babes* e tudo isso. Todo o santo dia! E não é d’ hoje, lembram-se do tempo das colantes?

Mas p’ra além disso ocorreu-me também o seguinte: uma vez q as mulheres reclamam q tá- lhes difícil arranjar homem nos dias q correm (com cerca de 2000 na B.O., outros a cumprir o S.M.O., outros gays e nós outros feios e matrecos), elas imaginam q de certeza o outro gaj’ vai fazer circular as fotos e assim alguém vai se interessar por elas. É portanto uma estratégia de marketing na forma de passe-a-mensagem, qero dizer, passe-a-imagem. E como uma imagem vale por mil palavras... mas não, isso não.

O facto é q todas elas têm essas fotografias ou no telemóvel ou em outro síto qualquer. Quando não existe um gajo, uma amiga vai fazer as fotos “sensuais”. Elas simplesmente gostam dessa cena!! Peguem num vídeo clip qualquer; homens estão tapados. Elas? Nem por isso. Não tô a reclamar (ainda bem q é assim, imaginem se fosse o contrário), só a tô a dizer...

*O meu muito obrigado aos estilistas q estiveram envolvidos na criação da 9ª maravilha do mundo: tchuna-babes.

Thursday, September 13, 2007

Álbum Em Revista

Mais Hip Hop No Teu Ouvido (2006)- Cottonete Records

Ok, eu sei, eu sei q tô atrasado com este álbum, mas epa, sa’s como é: antes tarde do q nunca.

Se és uma verdadeira cabeça do Rap já curtiste esta compilação (Hélder Leonel rodou o álbum o suficiente no seu Clássico Hip Hop Time) e até provalvelmente tens na tua pasta de maqetes.

Este álbum foi considerado por muitos uma das melhores compilações Hip Hop moçambicano de 2006, mas não havia como: foi a única compilação Hip Hop de 2006. Tô errado? Conta com o contributo de alguns dos mais cotados MCs e produtores da cena Underground nacional, malta Mhuyve, Nevinga, F and G, Shakal, Flash, Skam e Age Finger entre outros para além claro da própria cliqe da Cottonete: Ivete, Azagaia, Rage, Izlo e Joe.

Depois de (Intro)duzido, o álbum arranca com o tema q dá título ao disco interpretado pelos membros da Cottonete onde Will Jay explica do q a coisa se trata: “...atitude espontânea, radical colectânea/ crua e nua sem censura, obra subterrânea...” Mas na verdade não há o q censurar, em nenhum momento ouvi alguém a dizer algo q fosse politicamente incorrecto ou obsceno. Sa’s como é o Rap positivo... O duo “artisticamente correcto” F and G marca sua presença com o tema Frases Soltas num daqeles beats d Gringo temperados com pianadas e strings q te fazem qerer deqetar o botão repeat.

Não podia faltar aqele tema em q o rap-ista explica como o agá-i-pê agá-o-pê é a razão da sua vida e coro vai assim: “Hip Hop, és bla bla bla/ Hip Hop és bla bla...” K-Real encarregou-se disso. Mais Rap “positivo e consciente” é trazido por B Ghost e Shakal na faixa Sonho Moçambicano produzido por Ka-X e seguidamente por Next Tribo com Cidadão Moçambicano. Estes dois números em particular destacam-se pela oposição de seus conteúdos: enquanto q o primeiro é uma fantasia de um Moçambique melhor o segundo retrata as realidades de cidadãos das várias classes sociais.

Flash aparece em dois temas: episódio específico de loucura e mais tarde em chuvas ácidas (com o grupo Slang Box). Cês já conhecem malta Flash. Gramam de complicar as coisas, mas epa, fazer o qê?

Outros artistas e grupos também dão o seu contributo como 1788 (linguagem de revolta), Mhuyve (sol de novo dia), Esquadrão de Elite (Não sabem nada), Azagaia (Sinfonia de Rua), Rage (Nova Era) e Nevinga com Sonhar acordado, uma das faixas mais interessantes da colectânea. Mas são os temas Hip Hop sa va de Ivete e Xitiqi Nimbaula a Caya de Xitiqi Nimbaula q são os grandes hits do álbum ambos produzidos por Gringo dos F and G. Ivete com sua voz enrouqecida, flow peculiar e versos inteligentes (sem complicar muito) deu conta do recado e é pra mim como já uma vez disse aqi, a melhor MC do destacamento femenino do nosso Rap, com Gina Peppa reformada.

Não sou muito fã de Rap positivo e num álbum quase 100% politicamente correcto eu sofro. O meu consolo neste disco são os beats. 3.5 Xigovias!!

*As melhores: Hip Hop sa va, Xitiqi Nimbaula a Caya, Sonhar Acordado e Nova Era.

Thursday, September 06, 2007

Como deixar um comentário

Eu sei q vocês gramam deste blog. Claro, é o melhor!! O qê? É isso mesmo! Qem faz isto melhor q o vosso mano Kanino? Fogo, eu sou o Anibalzinho do blog game!
Mas vocês não comentam!! Mas eu acredito q é por não saberem como. É simples:

1. No fiinal de cada postagem entrar em "comments" (ou comentários);

2. Há um rectângulo no canto direito. É onde se escrevem os comentários;

3. Depois de escrever, em baixo há 3 opções: Google account (pra qem tem um blog), Anonymous (anónimo) e Other (outro). Clicar no q convier, em Other escreva seu nome ou alcunha;

4. Finalmente clicar em Publish your comment (publicar seu comentário) e já está, a sua opinião será registada!

Até...

Tuesday, September 04, 2007

"A Música Moçambicana Não Presta!"


Vocês se lembram daqele locutor da RDP África*, q por sinal é angolano, q veio pra cá uma vez (há uns dois anos atrás ou qê) pra dizer de boca cheia e com todas letras q “a música moçambicana não presta”? Naqela altura muitos de nós ficamos tipo “porra, esse gajo tem a coragem d vir aqi falar essas merdas...”, mas vamo lá ver: nessa altura o q é q nós tinhamos para o confrontar? Nova Geração- Gpro, Velha Guarda- António Marcos q aliás foi excepcionalmente elogiado pelo locutor. Hã? Só? Então o melhor da música do país é representada por um grupo de Rap? Não qero de forma alguma desrespeitar a Gpro, mas fogo! E António Marcos dele, se não é Antoninho Maengane não há mais nada. Pelo menos eu não ouvi mais nada.

Tamos em 2007 à poucos passos do seu terminus e pelos vistos a música moçambicana está a atravessar um momento bom, pelo menos à nível de popularidade como já referi na postagem anterior- a propósito votem, votem no artista mais popular de 2007. Só se curte música feita cá em casa agora. É no Chapa, é nas festas é só Dzucuta/ Pandza agora. Será q isso nos diz q a nossa música subiu de qualidade? Eu acho q não. O q acontece agora é q já existem condições técnicas e infraestruturais para se poder trabalhar: há mais e bons estúdios de gravação, já se produzem vídeos de muito boa qualidade para promover os músicos, aliás em matéria de vídeos Moçambique é, pode-se até dizer, uma potência. Mas tá faltar a arte, o conteúdo então. Quando José Mucavele e Hortêncio Langa falaram de conteúdos e invólucros naqele debate da Anabela Adrianopolous das qintas feiras em fevereiro, era disto q estavam a falar. Música não é só batida e melodia. Tens q dizer coisas. E por falar nisso só agora há pouco ouvi a mais recente de MC Roger e...pff!! Patrão pra aqi, Guebuza pra ali, epa o mesmo-mesmo de sempre. É este o “artista” q foi ao Brasil “mostrar o q o nosso país tem de melhor”. Porq não mandaram Mingas, Kapa Dêch, ou Neyma ou Doppaz se qeriam mandar alguém q faz “música moderna”?. Doppaz iria arrasar com aqela música de BabyFace...mas não, mandaram o “Patrão”! Assim como é q o locutor da RDP África vai passar a nossa música lá? Não tô a dizer q lá passa só música de alta qualidade, só tô a dizer.

*Não me lembro do nome



Álbum em revista


Tchin tchin- Denny O.G.

Depois do grande sucesso do seu primeiro trabalho a solo Até que a morte nos separe, q acabou sendo um dos álbuns mais vendidos de 2004/5, Danny O.G. regressa para celebrar esse sucesso com Tchin tchin, gravado pela e para a Bang Entretenimento e com edição da VIDISCO. Denny, conhecido pela forma enérgica como se expressa na sua música, com uma voz inconfundível é dos artistas mais reqisitados da praça no momento. É uma estrela de rádio e TV agora, mas foi um longo caminho até aqi, começando como rapper underground como se diz, onde o amor à camisola é q é. Vou parar por aqi com o historial sobre a trajectória de O.G., pois Hélder Leonel fá-lo quase q integralmente no Intro do álbum, que contendo a mesma energia e vivacidade do primeiro, já não tem o mesmo carácter purista, isto é, Denny aventurou-se p’ra outros estilos como o Reggaeton e/ou Ragga.

Depois do relato de H. Leonel, Denny dá um arranqe forte com Ninguém me vai parar, e começa a festa com vamo’ lá beber, p’ra todos os amantes do copo. O álbum prossegue, ora na direcção do ragga e reggaeton com temas como Hey Ma Remix, A bomba rabentou (o primeiro single do disco) e Minha namorada (o último single), ora na direcção do hip hop com A luta continua, Foge desta me**a, o tema romântico faço tudo o q qiseres em q o “Gangsta-gangsta” baixa a guarda e mostra o seu lado sensível e canta no coro: “faço tudo o q disseres, faço tudo o q qiseres/ só não vou deixar tu dizeres q não me aceitas” .

Um outro tema da classe agá-i-pê, agá-o-pê “digno de referência” é o tema de intervenção Chega, pá em q Denny aponta os podres da nossa sociedade em linhas como: “Nunca tentes ser Siba-Siba/ porq há um atirador q atira (tira)/ e tira (tira) a tua vida num minuto/ com uma bala só deixa mais de mil de luto”. Números p’ra encher não faltaram como os dois interlúdios q o disco contém e outras faixas. Denny O.G. nunca foi na minha opinião, um MC de altas metáforas e “punch lines”, mas isso não o impediu de atingir o estatuto de q hoje goza, aliás nos dias q correm, quanto mais simplistas e insignificantes as rimas, melhor (perguntem o outro MC, ‘cês sabem qem). Agora q o ex-membro da Auto Squad descobriu a fórmula p’ro sucesso (fazer as damas abanarem o bum-bum), nunca mais será o mesmo, porq como ele próprio disse num programa de TV: “ se os próprios americanos mudaram, porq é q eu não? Por isso, vou continuar a fazer os meus Reggaetons, meus Raggas...” 3 Xigovias!

*As melhores: A bomba rabentou, Faço tudo o q qiseres e Minha namorada.

What’s Beef?


Definitivamente não é o q está a acontecer entre o rapper Duas Caras e a Xtaka Zero. É assim, ouvi dizer q no programa Beef da Rádio Cidade, programa esse q nunca ouvi (não tenho tido muito tempo pra rádio ultimamente- fogo, não tenho nem tempo pra postar pro melhor blog moçambicano de todos os tempos), recentemente os elementos da Xtaka Zero andaram num bate-boca (Duas vs N Star), supostamente porqe Duas gravou – representando a G-Pro- uma música (q ainda não ouvi também), em q surra gajos q fazem Dzukuta. Hmmm, hmf, faxavor!! Tretas! Pra começar porqe raios N Star vai se ofender com isso? Em segundo, não é possível q Duas já tenha se esqecido como Tchuqetou e Dzukutou a cantar “qual é a moça q aguenta comigo?” no vídeo de Xitchuketa. Enfim... essca cena toda não faz sentido nenhum. Pra mim esse foi um golpe para pôr Duas Caras, um dos melhores MCs da praça, de volta ao mapa. Quando foi a última vez q ouviste falar de Tio Duas? A seguir!!

Aanh, qual é o outro Beef? Ah, Bang Entretenimento vs DXS label. Razão? umas fotos parvas q andaram em certos e-mails. Algum de vocês putos viu as tais fotos? Mandem-me lá, depois vou deixar meu e-mail em off... Embora eu considere esta estória das fotos, um motivo para algum conflito, ainda assim, TRETAS!!

Agora, assunto sério: com q então a nova canção da Jenny- em rotação constante na TV- é da autoria de Chonil e foi gravada à revelia dela, hã? Isso sim é motivo para caso, conflito, ximoco ou beef, deem-lhe o nome q qiserem! Fogo meu, não foi tipo ela fez a cena, mas depois não qis gravar, mandou lixar, não! Ela caíu doente! Tás a imaginar malta Nehazi numa de “ouve-lá, caga- lá, vamo-lá gravar essa cena, a gaja tá off, há-de fazer o qê?”!! Essa foi qente, qero dizer, fria...

Wednesday, August 22, 2007

Opinião

2007 já tá galgar a recta final e de monotonia este ano nao teve nada: em Fevereiro cheias. Em Março eu fiz anos e o paiol explodiu. Depois MC Roger foi ao Brasil, os Mambas tchayaram a Burkina Faso, a Bang e a DXS decidiram entrar em conflito, a música moçambicana garantiu seu espaço no mercado discográfico nacional. Alias a música mocambiçana nunca esteve tão popular. A única coisa q bate a música moçambicana em popularidade este ano é sem dúvida a criminalidade. É sobre popularidade q qero propôr uma votação. Qem vocês acham q é o artista mais popular desde q iniciou o ano até esta parte? Aí está a lista:

  • Mega Jr.
  • Neyma
  • Doppaz
  • Lizha James
  • Ziqo
  • Dama do Bling
  • MC Roger
  • Marlen
  • Azagaia
  • Liloca
  • Denny OG
  • Oliver Style
  • DJ Ardilles

VOTEM, isto vai ser interessante...

Tuesday, July 17, 2007

A Cancão ++ de todos os tempos


Quando tô em casa e ligo a TV (ok, tô quase sempre em casa), passo mais tempo a pular de canais (se ao menos houvesse mais opções) do q a ver seja lá o q for. O q é q há de interessante na verdade, p’ra assistir nas nossas televisões, além das notícias de tiroteios e baleamentos envolvendo a polícia? Quando um dia desses decidi deixar o remote control em paz, tava a passar o Top + da TVM e uma canção me chamou particular atenção: Xitsuni de Bob Love. Sim, aqela cuja instrumental é de Oliver Ngoma e cujo video foi filmado na Costa do sol com participação duma pita q parece q foi obrigada a filmar. Júlio Silva deve tê-la obrigado a fazer o video. É impressão minha ou essa música tá nesse Top desde q o programa começou? Há quanto tempo já está o Top + no ar, 3, 4 anos? Isso é um recorde digno de entrar no Guiness Book!! Ou já está e eu simplesmente não acompanhei, distraído q sou...

Wednesday, July 11, 2007

Qem é q tem mais Style?

A Dama do Bling, claro. O qê, duvidas? Mesmo grávida, é ela q “brilha na night”. Ou pelo menos provoca barulho, atentando ao pudor. Foi assim no último espectáculo Music Box Live da STV, em q a Bang Entretenimento esteve em peso. Quando o espectáculo começou eu tava nas barracas da Malhangane com bradas da zona, malta G, a beber birras a copo, a 10 paus, hehe. Depois de uns tantos lembro-me de o pessoal ter debatido sobre onde passar o resto da noite, então alguem se lembrou do espectáculo q tava a ter lugar no Cine África. Nao qeríamos pagar entrada (leiam já tavamos falidos), entao dispersamos e chegando à casa tava justamente a entrar a Dama de tudo-que-brilha p’ra sua polémica perfomance. Me’rmão eu sou fã da Dama, mas aqilo nao foi nada interessante de ver. É q a barriga dela já é grandinha e ela tava, não vou dizer praticamente nua, porqe tinha vestido algumas coisas, mas... Bom, a verdade durante os dias q se seguiram as pessoas falaram, contestaram e reclamaram. Mas ninguém derruba Bling, antes pelo contrário, esse falatório só serviu de inspiração para uma canção (já gravou sim), onde no refrão ela chuta: “se qeres falar de mim, ra-re-ri-ro-RUA!!”. Num dos versos ela pergunta se por estar grávida ela tem q ficar em casa tricotar e a ver TV. Yá. So não achei muito interessante quando ela rappa sobre o facto de ser licenciada, ser doutora e por aí. Acho q não havia necessidade de ir por aí. Marranço na minha opinião e só uma qestão de oprtunidade. Com eu já disse sou fã de Ivânnea e acho q ela deve continuar a fazer o q faz, mas o q ela tem q perceber é q as pessoas não falaram por ela ter actuado grávida, mas foi a forma como se apresentou em palco. Nao foi nada interessante e olhem q eu sou um fã de strip...

Friday, July 06, 2007

Junho: Lutas & Heróis


Mês de Junho. Mês de datas históricas importantes: 1 de Junho, 16 de Junho e a mais importante 25 de Junho. É tempo de reflexão. Somos um país independente há 32 anos. Na verdade somos um país há 32 anos. Sim porque esse territoório q vai do Rovuma a Ponta d’ouro e do Zumbo ao Índico, era todo ele uma província apenas. A luta contra o colonialismo começou muito antes da FRELIMO. Essa luta é dada na história como luta de resistência e nomes como Ngunguhane no Sul e o Rei Khupula na região norte são representativos de algumas dessas formas de resistência. Mas essas acções de resistência eram restritas e isoladas. Era preciso integrar, conjugar e unir esforços e produzir uma poderosa força p’ra recuperar o q nos foi expropriado: a nossa terra e principalmente a nossa essência. E quando se fala em união, um nome vem obrigatoriamente à tona: Eduardo Mondlane. Fundou a Frente de Libertação de Moçambiqe. Foi assassinado em 1969. Mas a sua morte não foi em vão, pois o povo moçambicano com a liderança da FRELIMO desencadeou uma desenfreada luta contra os colonialistas, luta essa q culminou com a proclamação da independência na voz do incontornável e carismático líder Samora Machel, primeiro presidente de Moçambiqe independente. Novos desafios e lutas se faziam pela frente. De lá p’ra cá muito aconteceu. Passamos por uma guerra civil até, a chamada guerra de desestabilização q opunha a FRELIMO e a RENAMO (Resistência Nacional de Moçambique). Morreram maning moçambicanos, muito foi destruido. O país parou. Mas a pomba branca sobrevoou sobre nós e trouxe a paz em 1992. Um novo começo na história de Moçambique (do zero?), com o monopartidarismo deitado abaixo. Passam 32 desde q acabou a luta pela independência politíca e 15 anos desde q decidimos parar de lutar entre nós. Mas lutas e desafios esses não terminam. Ainda temos q lutar pela independência económica e pela erradicação da pobreza absoluta, temos q lutar contra o HIV/SIDA. Temos q combater a corrupção. Temos q combater a criminilalidade e o crime organizado. Temos q lutar por um presente melhor, um presente sem desemprego, sem injustiças, com direitos iguais e oportunidades para todos. Ya, é tempo de reflexão. Qem somos? O q qeremos? Pra onde vamos? É tempo de homenagem. Homenagem à todos os heróis moçambicanos, mesmos os q nao foram enterrados na praça. Heróis mortos e vivos. Homenagem à todos aqeles q deram e dão sua vida por um Moçambiqe melhor... A Luta Continua!!!

*Ainda ‘tó a tentar perceber porqe é q escrevi isto...

Friday, May 11, 2007

Álbum Em Revista

Tudo Se Vende, Tudo Se Compra- Y-Not Alias Yazalde-Yazalde

Fogo, meu , há quanto tempo não escrevia p´ro SangueMoz!! Epa, vida tá difícil mano, um negro anda ocupado a ver se sai do buraco! Mas bom, aqi tamos nós fazendo o q fazemos, tasma sentir? Yazalde-Yazalde ou Y-Not é um MC q segundo me consta, começou a dar os seus primeiros passos no Rap, na Beira e depois em Quelimane e conseguiu afirmar-se no panorama “underground” na Capital, fazendo parte do grupo Náuseas. Se a memória não me falha, a 1ª vez q o ouvi, foi em versos por escrever ao lado de rappers como P.A.T. e o duo Dinastia Bantu. Seu primeiro trabalho a solo, tudo se vende, tudo se compra, é a prova de q se faz Hip Hop de verdade em Moçambique. Aqi está um disco p’ras verdadeiras cabeças do Rap. Musicalmente sólido, liricalmente respeitável. A produção esteve a cargo de nomes como Mak da producer, No Blast, e seus compnheiros do Náuseas, Brother Sycho e Driffa, e conta ainda com participações de MC’s como Flash, Deusa Poética, o cantor Leo e Xigono entre outros. Depois do intro, Yazalde abre o álbum com Ozeguezene I, um tema em q ele basicamente nos diz q não vale a pena chorar sobre leite derramado, o caminho é em frente. A faixa logo a seguir, dá com os “nauseabundos” a falarem do que fariam se fossem D.E.U.S., num bom beat de Bro Sycho. A enciclopédia do Rap Moçambicano, Flash, entra em Vai, não vai (Ozeguezene II) e começa assim: “abramos as torneiras p’ra q água possa sair/ abramos o pensamento p’ra q a vida possa luzir como o sol...”. Mas Y-Not mostra q também é forte com as rimas e em Nem Deus me pode Julgar remata: “Não sou o criador, eu sou a criação/ não funciono à luz do sol, eu funciono à água e pão/ eu já vos disse q não rezo de barriga vazia/ quando a fome bate a porta, a fé sai pela janela”. P’ra qem é sensível na qestão da religiosidade é melhor saltar esta e a faixa de título F*** you Jesus, pois Yazalde não se comede e vai fundo com o gajo... Como já disse, este é um álbum forte, quase todos os temas têm algo a dizer tanto musical como liricamente. Não posso deixar de fazer referência ao tema q dá título ao disco, produzida por Mak da producer e q encontra Deusa Poética no seu melhor: “Se vende água, próximo passo é vender ar/ tu pobre coitado, não terás como respirar”. O cantor Leo (q eu infelizmente não conhecia) dá um valioso contributo em dois dos temas mais sérios do álbum: Palavras dum Pai e O camponês. Meu único ‘blema com Y-Not, é que muitas vezes nos seus raps, “come” palavras e um gaj’ tem q fazer “rewind” p’ra p’ceber o q ele diz...O álbum fecha com Vai, não vai (Ozeguezene II)- Remix, convidando Flash, Cold Man, Driffa, Brother Sycho e Escudo, q entregam seis “flows” e uma só mensagem: é p’ra frente q a coisa tem q andar... 4 Xigovias!!!

Tuesday, February 27, 2007

Dzukuta: ahi kineni maxaca

Dzukuta. É esse o nome q se deu à nova corrente de música p´ras pistas de dança em Moçambiqe (em Maputo p’ra ser mais preciso). Já começou a “luta” pelo crédito de qem é o criador do estilo. Eu não diria estilo, porq em termos de sonoridade não há necessariamente nada novo, tipo, o Dzukuta é o eqivalente do Kwaito sul africano, ou seja um cocktail de batidas influenciadas pelos estilos House, Ragga e Hip Hop e ritmos cá de casa como Marrabenta, Magica e por aí. Mas como eu tava a dizer, dizem uns q os pioneiros foram os Xtaka Zero, sendo o já clássico Mutxado a prova disso, mas outros dizem q a cena começou com DJ Ardilles, produtor do novo single de sucesso de Mega Jr, Menina.

Essas coisas de estilos musicais é coisa complicada, sá’s? Se a definição de Dzukuta é aqela dada acima, então DJ Beat Keepa tem a sua razão quando diz q foram ele e a sua Trio Fam os verdadeiros pioneiros quando lançaram Aussuke com a saudosa Raínha Zaida Lhongo. Ou então foram DJ Mandito, DJ Damost e MC Roger com a faixa Curtição (tema em q foram incorporados excertos de um sucesso da Diva Rosália Mboa). Os mais velhos chamam-lhe música Pimba, a nova escola acha q é música d’arromba, epa, seja como for, o estilo tá aí, a música tá aí, vamo-lá dançar...

* P’ra mim Xtaka Zero deu o nome, mas qem acham vocês q começou o movimento?


Pisadelas do Ridículo



Há algumas sextas feiras atrás, tava eu em casa matreco, com o remote control na mão, a fazer Zapping pelos nossos canais televisivos (pelo menos temos 6 opções agora). O programa + Jovem da TVM, apresentado por Jorge Ribeiro, me prendeu a atenção, pois tava a se falar da situação clínica da jovem cantora Chonil que como se sabe, se encontra hospitalizada devido a um tumor q lhe paralizou os membros inferiores (corrijam-me se estiver errado). Dentre os convidados da noite estavam a irmã da cantora e também a mãe, q junto com o apresentador apelavam a qem pudesse para contribuir com valores monetários para ajudar no tratamento da talentosa e bonita Chonil na África do Sul, tratamento esse q como pode se imaginar é bastante caro. Houveram reacções imediatas como a do cantor e produtor musical Dinho XS q entrgou à mãe da cantora um cheq de 3 mil MTN. O DJ residente do programa, o veterano Eduardo PM e um outro DJ (tama fugir o nome) seguiram o exemplo e anunciaram q iam doar cada, 1000 MTN no espectáculo q iria decorrer mais tarde, evento esse cujas receitas iriam reverter à favor da causa da Chonil. Continuei com o zapping e quando voltei ao + Jovem, J. Ribeiro tava a dizer algo como “parece q Mahel tem uma surpresa, Mahel q é q tens p’ra nós?”. Epa, era noite de doação e esperava-se mais mola p’ra Chonil. Qual! Ivo Mahel pegou num objecto q tava no chão, encostado ao sofá onde tava sentado, levantou-se e “ vocês sabem o q é isto? É um disco d’ouro. P’ra qê? Eu não p’ciso disto p’ra nada!...” Atirou o disco d’ouro p’ro chão, pisou no disco, começou a falar a mal dos empresários e afins por não estarem a ajudar, porq “amanhã sou eu e como vai ser..., eu estive com Alexandre Pires e ele disse q eu sou um grande cantor,... Ninguém percebeu exactamente do q é q ele tava alia a falar, mas acho q perceberam a intenção e lá conseguiu arrancar algumas palmas da platéia. Jorge Ribeiro alertou-lhe q com aqela atitude tava a desrespeitar às pessoas q compraram o seu disco e mais tarde sugeriu-lhe q leiloasse o prémio para com o dinheiro fazer a sua contribuição, nada! O cantor de Zouk moçambicano saíu de casa com o plano de pisar no disco e nada o iria parar. Como ele próprio canta, qem qer casar tem q ter juízo, da mesma forma, qem qer dar uma de bom rapaz, tem q ser sensato e não se precipitar p’ro ridículo...


Força Chonil, ‘tamos contigo!

Monday, February 19, 2007

Moçambicano ou Não?


A STV e Anabela Adrianópolis promoveram através do programa Ponto Parágrafo, um pertinente debate sobre a música q se faz em Moçambiq. Pela complexidade e controvérsia à volta do assunto este debate teve q decorrer em duas edições do programa, q vai p´ro ar às qintas feiras no Cine Teatro Avenida. No painél do debate estavam figuras como José Mucavel, Hortêncio Langa e Filimone Meigos entre outros e na platéia (mais preenchida na 2ª edição q na1ª) estavam maioritariamente fazedores de Música, desde Marrabentistas, Ligeiros até Rappers. Na 1ª qinta feira, o debate girou à volta de identidade, o q é música moçambicana. É claro q p´ra nova geração, o q é feito por moçambicanos é moçambicano e p´ra “velha guarda” há q ir às raízes tipicamente moçambicanas/africanas. Coloqei aspas em velha guarda porq não são só os mais velhos q pensam assim. Muitos falaram mas poucos disseram algo q prestasse. O “pinto” da vida sem orgasmo Zé Manel criticou o facto de alguns irem ao palco com roupas com dizeres tipo New York e coisas assim, dando oportunidade à MC Roger p´ra nos dizer q trazia um fato com a etiqeta Giorgio Armani.

A segunda parte do debate (qinta feira, dia 8) foi bem mais interessante. Anabela colocou a qestão seguinte: é o marketing um factor q determina a imposição dos jovens em relação aos mais velhos ou não? As intervenções, apesar de muitas vezes não terem ido ao encontro da qestão colocada, foram no mínimo divertidas: um jovem instrumentista tradicional falou de mestiçagem de ritmos como o futuro da nossa música, Hortêncio Langa e Mucavele acusaram a sociedade de valorizar o invólucro em detrimento do conteúdo, Filimone Meigos defendeu a produção de um pimbómetro pelos legitimadores dessa arte q é a música, DJ Serito falou de competição radiofónica e televisiva por audiência, um ex-promotor de espectáculos (Sr. Amir, penso ser esse o seu nome), chamou às pessoas q estão à frente do nosso showbizz de incultas, Amável contou como foi rejeitado pela Mcell, DJ Djo criticou os promotores de espectáculos por não valorizarem os artistas nacionais, um estudante de música elogiou a atitude ousada de MC Roger, aliás MC Roger foi o mais mencionado (por vezes indirectamente) pelos intervenientes. O “Patrão” esperou pacientemente pela sua vez e quando esta chegou, como era de se esperar, o debate atingiu o seu pico. Carregou a nova escola nas costas; defendeu a sua mcell, disse um monte de verdades como “ qem se prende ao passado tá condenado ao fracasso...” ou “... música é também business ...”, e é claro q não podia deixar de choofar: “...temos agentes q dizem- olha, o MC custa X, tás interessado paga, se não, passar bem!...” . Só não percebi quando disse “eu não faço Rap...” . Ah, não? Faz o qê, R&B? Soul? Ah, ya, faz Ragga! OK...

Enfim, o q eu tenho a dizer em relação ao debate é q durante os dois dias de discussão prevaleceu claramente o conflito de gerações. Sendo aspirante a MC (q provavelmente nunca se fará ouvir) e Jovem sou da opinião q cada 1 tem o direito à seguir o seu caminho. Mas ainda assim acho q há muito q se andar na nossa nova música e temos q ser originais e representativos do nosso Moçambiqe. Bulem c’o vosso mano...

Tuesday, February 06, 2007

A Xigovia

Eu sei q alguns de vocês devem estar a se perguntar o porqê d’eu usar a Xigovia p’ra classificar os álbuns revistos, ou mesmo o q será a Xigovia. Bom, aqi vai: a Xigovia é um instrumento musical tradicional, popular particularmente na região sul de Moçambiqe, principalmente em Gaza (corrijam-me se estiver errado). É feita à partir da massala, retirando-se-lhe as sementes e em seguida fazem-se buracos, geralmente 3, sendo um maior (por onde se sopra) e os outros dois buracos menores servem p’ra alternar os sons com os dedos. Contam os mais velhos q este instrumento começou a ser usado por pastores de gado bovino, para se entreterem durante o pasto, assim como p’ra se comunicarem com as pessoas das zonas por onde passavam. Com o passar do tempo a xigovia passou a ser utilizado não só por pastores, mas também por outros elementos das comunidades rurais nas mais diversificadas manifestações culturais e festivas.



Àlbum Em Revista

Ivannea- A Dama Do Bling

Licenciada em direito, decidiu seguir voz do seu coração e fazer música e pelos vistos não é uma carta fora do baralho nesse jogo. Apareceu como q do nada e rebentou e agora é a rapper mais bem sucedida da praça. Lembro-me de ter ouvido alguém a dizer q ela é a versão moçambicana de Lil´ Kim, pela forma excêntrica, extravagante e sexy como se apresenta em palco. Com a protecção da Bang Entretenimento & Anjos, a gravadora mais realizadora de 2005/2006, gravou o seu o primeiro álbum intitulado A Dama do Bling, q conta com poucas particpações especiais: sua mentora Lizha James, Danny O.G. e Hernâni dos Young Sixties. O álbum é só festa, com beats p’ra dançar (produzidos pela Da bomb Produções) e rimas provocadoras e/ou provocantes. Os primeiros singles a saírem foram Dama do Bling e Haters (com Lizha James), q tiveram impacto suficiente p’ra q as pessoas vissem q a Dama veio p’ra estanhar. Os rapazes gramam porq ela é do tipo “crazy sexy cool” como as TLC, as pitas a adoram porq lhe vêm como sua defensora; em Haters ela dispara: “Hater 3- Um MC q não tem nada ver.../ ...fala mal de mulher...”/ “...espalha por aí q tem sempre diferentes, brancas, mestiças.../ “ ...mas na hora do vamo ver leva 2 segundos.../”

Em Dá uma tampa ao gajo ( uma espécie de réplica á Engarrafa à gaja de Rippa) ela vem assim: “...essa conversa de q eu estou no ponto, tu também estás no ponto, só q no ponto morto/ , “...diz q vai me mostrar um sol de todas as cores/ mas como? Nem seqer encontra o meu clitoris!!!”. Pois é...

Mas foi com o single Boy q Ivannea se elevou p’ra ribalta: rotação obrigatória nas rádios e televisões nos últimos meses de 2006 e ainda tá a bater. Em Ser negro mostra q é apesar do todo o Bling, sensível aos problemas da raça negra neste “White Man’s world”. É um álbum porreiro (como disse é só farra) e consistente (não tem Passada à mistura). É pena o álbum ser curto (8 temas apenas). Poderia dizer q outro senão é q os temas são só à volta de “Sou boa, tenho classe, tenho brilho e tu cheiras á catinga, és feio/a...” , mas ela é a Dama do Bling, não nos esqeçamos!

3 Xigovias!

Doppas O.G.

Ya, ya! As ruas previram e aconteceu: o ex-palhaço agora apresentador da TV Miramar, do programa de entretenimento Atracções, levou uma valente carga de sova na noite do último dia de Janeiro. Ele fez qestão de passar as imagens da sua pessoa depois da tareia, com os carimbos de PAGO! Como disse as ruas já tinham previsto o sucedido, uma vez q Fred Jossias tem a fama de fofoqeiro e fala-barato, metendo-se na vida privada dos artistas, mas a surpresa foi o autor do acto: esperava- se q fosse ser o “fora-da-lei” Yoyo (q segundo Jossias e suas fontes “fidedignas”, foi preso em 2006 por roubar uma cerveja numa estação de abastecimento de combustíveis vulgo bombas) a tomar essa atitude, mas não, foi o “romântico” de olhos sonhadores, Doppas.

O motivos da agressão terão sido os seguintes: Fred ter alegadamente andado a dizer q o êxito Olhos sonhadores de Doppas, não é propriamente dele sendo a instrumental originalmente do mega produtor americano BabyFace, retirando ao “Work Master” o mérito da produção, e também por o apresentador ter passado um programa inteiro a “falar mal” de Doppas por este não ter aparecido ao programa como havia prometido. Segundo a vítima, Doppas foi agitado e dopado por Mega Jr. (a qem Fred já irritou algumas vezes) e por DJ Júnior. Ainda segundo Jossias, Doppas já é experimentado em agredir estrelas de TV, tendo já sovado Sérgio Faife quando este ainda estava na TVM.

Alguma coisa me diz q o gajo gostou do q lhe aconteceu pois, é notório q ele adora estar no centro das atenções, aliás ele próprio disse q não iria parar. Há gaj’ q não aprendem mesmo...

No dia seguinte à reportagem, o agressor foi a TV Miramar pedir desculpas dizendo q fê-lo por pressão de fãs e porque estava sob efeito de substâncias alucinogénias. Estes nossos cantores precisam de ser acessorados para saberem o q dizer em situações destas! Como pôde ele se expôr daqela forma? Não bastava um pedido de desculpas? Agora toda a gente sabe q ele é consumidor dessas substâncias!...Não se vai á cadeia por isso? Atenção...

“Faife já sabe, Jossias já sabe, agora todo o mundo já sabe...” hi hi hi...