Thursday, November 19, 2009

Álbum Em Revista


Sentimentos de Mulher parte 2- Lizha James
Bang Ent./ VIDISCO, 2009


Vocês já sabem q Lizha é minha namorada de fantasia e por isso vou tentar ser o mais transparente possível no meu julgamento aqi. Prometo.

Como diz o título, este álbum é a sequela de Sentimentos de Mulher, álbum q consagrou Elisa Lisete James Humbane como a estrela internacional q hoje é, com os videos dos singles Nita Mucuma kwini e Desentendimentos a passar com frequência pelos principais canais televisivos africanos com destaqe para a Channel O q aliás premiou Lizha este ano p’ro melhor video pela qinta vez consecutiva.
Sendo este, a parte 2 de Sentimentos de Mulher, eu pensei q musicalmente teria a mesma sonoridade do primeiro, isto é, 80 porcento Pandza/ Ragga. Mas não, em Sentimentos de Mulher Parte 2, Lizha volta à fazer aqilo q eu sempre considerei ser sua verdadeira praia: o género R&B.

Lançado à 2 de outubro na Praça Guebuza, este álbum compõe-se de 18 temas sendo q metade explora o território R&B e metade Pandza/Marrabenta/Dance Hall. Desta vez não conta com participações de artistas locais (com a excepção de Ziqo) mas das estrelas sul-africanas Mandoza e Loyiso. Ah, o moçambicano Imo Cabir participa também, mas vocês sabem, o gajo ‘tá mais p’ra lá do q p’ra cá. Nomes como Slowly, Ziqo, e Mr. Dino entre outros tomaram conta da produção musical.

Vocalmente Lizha está melhor do q nunca, mas epa, nunca se sabe nos dias de hoje com esses programas computacionais p’ra tonificar a voz. Dizem q esses softwares podem fazer os “cantores” do Fama Show soar bem. Por falar nisso, como é o Fama Show deste ano? Já começou?
Atende é o primeiro “sentimento”, uma suave canção onde LJ lamenta o facto de ligar p’ro namorado e o gajo não atender e daí ela conclui q o gajo lhe está a trair. Na verdade a maioria destas canções retratam a nós homens como os “traíras” (atende, SMS), irresponsáveis (És meu), violentos (Nandy we) e malandros (Barrassara). Por isso eu sugiro q Duas Caras grave um álbum intitulado Sentimentos de Macho e... ‘cês sabem onde qero chegar.
Produzido pelo talentoso G2 , És meu, é uma das minhas faixas favoritas do disco e a prova do nível vocal à q Lizha chegou. Além do mais uso este tema p’ra alimentar minha fantasia ao imaginar q ela está a dizer à mim “és meu”...
Vou te atacar é o último single à ser extraído do disco (cujo video foi gravado em Miami, EUA) e é a canção q fecha a primeira metade, a parte R&B.

Na segunda metade é onde estão as dançáveis, malta Mina ni randza wena (sobejamente conhecida), Miela (outra das minhas favoritas), Vodoo (com Mandoza) e Xitilo xa Khale (cujo video lhe o valeu o prémio da Channel O para a categoria de melhor video feminino de 2009).
Totte remix, que incorpora excertos do tema de mesmo nome de Jimmy Dludlu e SMS (produzida por Ziqo) não precisavam, na minha humilde opinião, de fazer parte deste disco. Aliás, alguém já reparou como os beats de Ziqo ultimamente são todos parecidos? O último trabalho do Sr. Maboazuda interessante q ouvi foi Mina ni randza wena. Criatividade já está na reserva hein, Zee-Kay?
O álbum fecha com a balada Desculpa, q conta com o envolvimento de Nelton Miranda na produção, canção esta cujo formato instrumental está na veia de Sorriso (bem, um tanto ou quanto).

- Definitivamente esta sequela é melhor do q o antecessor., apesar de q Lizha não faz aqi nada de novo: o R&B q se faz nos dias q correm e o Pandza q ela adoptou muito bem e dá p’ra ouvir o CD quase q por inteiro sem pular. Eu só não vou curtir o disco com muita frequência por não me identificar com a temática/letras. Isto é mesmo de mulher p’ra mulher.

Por falar em letras, este é se calhar o maior senão do disco. Náo q as letras sejam más, mas falta qualqer coisa, sei lá, um pouco de poesia talvez. Mas epa, o q entendo eu de composição e letras e tudo isso? Eu só sei criticar...

As melhores: Atende, És meu, Miela e Mina ni randza wena

Thursday, October 08, 2009

“E aí, será q você volta?”


E por falar em Valdemiro josé, o gajo não consegue mesmo se conformar com o pontapé q levou no traseiro hein ? Não mas é verdade, VJ não está a conseguir pôr uma pedra na situação da sua separação com Dama do Bling e levar a vida p’ra frente. Pelo menos é o q parece à avaliar pelas suas acções ultimamente. Só não sei se é por ainda gostar da ex ou se é para desfazer a idéia pública de q ele é o grande perdedor. Não costumo me interessar por este tipo de assuntos e muito menos escrever sobre os mesmos mas epa, qiçalixe, foi no mínimo interessante o ponto à q as coisas chegaram.


Primeiro, Valdemiro tem essa nova canção (q ainda não tive a chance de ouvir na íntegra) q por sinal ‘tá a fazer algum barulho a nível de rádio e não só, cuja letra, basicamente como casamento de Mahel (q também saiu do lar com três sapatos – dois nos pés e um na bunda), aponta como o casamento é um mar de rosas quando fresco mas quando “ela já não me chama de filho, tá se mal". Aliás, VJ e Mahel deviam trocar experiências nesta matéria e porq não colaborar numa canção? Tenho a certeza q ia bater.


Depois, teve aqela cena no Coconuts aquando do espectáculo do angolano Heavy C, onde durante a sua actuação, VJ vira-se p’ra Bang e diz algo tipo “não casa você Bang, não casa!”. Hah!
E finalmente (isto é jornal d’ontem, mas é q ainda estou com babalaza do tempo q fiqei ausente por isso estou lento ) Vê-Jota fez qestão, o outro dia, de mostrar, no Atracções a sua nova musa, num programa em q Fred “Daqi-à-pouco” Jossias foi um tanto ou quanto desrespeitoso em relação à Dama do Bling, com comentários como “agora sim, agora Valdemiro acertou... ela é bonita e inteligente...” e tendo tratado Ivânnea por “a ex”, nunca tendo durante o programa inteiro proferido o seu nome. Eu me pergunto porq será. Haverá algum “beef” entre Bling e o ex-palhaço?
Mas bom, a verdade é q foi aqi q ficou claro p’ra mim q o autor (?) de Marina ainda não se recompôs do divórcio da mulher q supostamente o colocou na ribalta. Senão, porq precisaria ele de enviar fotos suas para a televisão, aos abraços com sua nova gaja, Keta de Jesus (já vais tarde Magus Delírio, hehe)? Porq tem ele q nos provar q está na boa?

Dama do Bling enquanto isso ‘tá a bazar, tendo se aventurado no mundo da moda e com a carreira musical à se internacionalizar (videos à rodar na channel O, colaborações com artistas do estrangeiro e tudo isso)...

Friday, October 02, 2009

A Importância do Sangue Moz

Ya meus, Kanino ‘tá de volta. Mas não, não ‘tô de volta nada. Eu nunca parti. Ando aí. Epa é aqela base, ‘cês já sabem como é. Eu sei, eu sei q a blogosfera Moz sentiu a minha falta dada a importância deste blog. Hah!

Não mas é sério, quando criei este blog lá p’ros finais de 2006 (fogo, o tempo voa mesmo hã?), a idéia era contribuir para o desenvolvimento da nossa cultura (nada de mcel e vodacom), através de uma abordagem crítica das relizações na área do entretenimento com ênfase para a música. Mas acontece q eu próprio nunca dei muito valor à este “trabalho”, apesar dos elogios e felicitações por parte de amigos e até mesmo de nomes proeminentes no seio da blogosfera, daí q nunca fui regular e consistente com a postagem (?) dos vários textos q escrevi (pois é, tenho um xidjumba de textos q não cheguei à postar).

Mas o outro dia dei conta de q o SM afinal serve para alguma coisa. Estava eu em casa a assistir à alguns videos do tipo para-consumo-pessoal quando meu brada Manuelito me liga e me diz q ‘tão à falar de mim na televisão! Hã? Arranqei supersónico para a sala para saber do q se tratava. É claro q não estavam a falar de mim especificamente (qem sou eu?), mas sim do “valioso” trabalho q faço através da internet. Era um debate sobre a pirataria em Moçambique, na STV, e a moderadora, Kátia Vanessa, usou um texto escrito pelo vosso mano aqi como suporte. A sensação foi boa, não vou negar.
E, vendo bem, na verdade este é apenas um exemplo. Posso falar também de algo q escrevi sobre o álcool, numa postagem à q intitulei “Legalizem a suruma por obséqio” (se a memória não me trai- estou com preguiça de vasculhar no arqivo). Nesse texto, q foi inspirado pelo facto de uma colega e amiga minha ter perdido a vida nas vésperas do natal, ao se fazer transportar numa viatura na qual o motorista conduzia sob o efeito, eu defendo q a venda e consumo de álcool devia ter o mesmo tratamento q se dá à Suruma ou então q se legalize a djambimba também, f**a-se! E agora não está aí? Se te apanham a conduzir bêbado/ a beber, são 10 barras de multa! E a sanção é extensiva para os passageiros, se não estou em erro. (Fogo, logo agora q peguei um Mark II!)

‘Tá bom ou qerem mais razões para estarem ligados ao Sangue Moz? Qerem mais? Ok, aqi vai mais uma: vejam lá no arqivo do blog um texto sobre casamento q eu postei. De novo não me recordo do título q dei mas basicamente a minha mensagem na postagem é “não ao casamento!” E não andou aí Valdemiro José a fazer confusão por causa da esposa e agora a cantar “se casar mal, ‘tá-se mal”? Se o gajo lesse o SM muita sofrimento teria sido evitado!

Kanino ‘tá na casa, corre e avisa tua malta!

Monday, March 23, 2009

Álbum em Revista


Declarações de um apaixonado – Hermínio
Laggost Produções/ Vidisco, 2008



É claro q já devia ter postado isto há bem mais tempo, mas epa, há bem mais tempo meu PC ‘tava lixado. Será tarde demais? Qiçalixe!

Ei, ouvi dizer q Hermínio não ‘panhou nada pelas vendas deste disco, q foi matrecado pelo seu próprio agente, Laggost! É verdade isso? Fogo! É este tipo de cenas q impede q a nossa música cresça, pois desmotiva gente realmente talentosa, como é Hermínio.

A primeira vez q o ouvi foi no coro de uma daqelas canções de “enaltecimento do q é nosso”, de MC Roger. Acho q é aqela sobre a EDM. Será q foi Roger q descobriu Hermínio? Não será esta a verdadeira vocação de MC Roger? Oxalá descubra talentos nesse trabalho q anda a fazer com crianças desfavorecidas...

Como eu disse o outro dia aqi numa postagem, agora escuto cada vez menos Rap e mais R&B, e não é só porq o Hip Hop anda moribundo mas é q o nosso R&B está em notável crescendo. Nomes como Doppaz, Preto, Ace Nells e agora G2 p’ra além do próprio Hermínio são a prova disso.
Declarações de um apaixonado é um álbum impressionante, especialmente se tivermos em conta a mediocridade musical q temos q suportar nos dias q correm. Num alinhamento de 12 faixas de puro R&B, pode-se encontrar aqi números p’ra dançar, baladas e até um pouco de acústico.
Aliás, é acusticamente q o álbum abre com o sobejamente conhecido tema Lau com a participação de Stélio (dos Kapa Dêch) no dedilhar. Logo de seguida vem a minha favorita do disco, Sexy Girl produzida por G2 e com Impro no Rap. Hermínio não só é talentoso. O gaj’ grama de cantar! Dá p’ra sentir o seu amor pela música quando nesta faixa começa por “I love you so much more than you beeeli-eeeeve, yeah,yeah...” Fogo!
Como mandam as regras do R&B, a decepção amorosa é retratada logo a seguir através do tema como pudeste, produzida desta feita por Proofless, onde Hermínio se lamenta: “como pudeste te esqecer de mim assim tão fácil? E ensinar-lhe o q eu te ensinei/ e dividir com ele o q eu te dei? ”.
Os temas p’ra mexer são sem dúvidas professora e o bombástico vai custar q dispensa qualqer comentário. E, estas duas faixas tem a assinatura de Proofless na produção.
De volta às baladas, Bagas dá seu contributo produzindo o tema mil à hora, q faz recordar aqela canção de Gutto q rebentou há luas atrás, debaixo dos lençóis (é esse o título?). Aliás foi Gutto q deu aqele impulso ao R&B lusófono, não? Depois Anselmo Ralph levou a cena p’ro outro nível e agora os moçmbicanos controlam o game.

Na faixa hoje à noite, na companhia G2 e Impro em mais uma produção de Proofless, o lado atrevido e sensual de Hermínio salta ao de cima quando canta: “nossos corpos colados e o desejo à nos pedir/ cansados e suados e a vontade à nos punir ” e depois “tu me dás, eu te dou, tu me dás e depois... hmmm! ”.
O álbum fecha como começou: acusticamente. Vai custar remix é o tema q fecha com chave de ouro declarações de um apaixonado, com a participação de Ace Nells e novamente Stélio na guitarra.

Se ainda não tens o álbum é melhor comprares. Só tens a ganhar.

Top 4 do cd: Sexy girl, Como pudeste, Vai custar e Hoje à noite

Friday, March 20, 2009

Azagaia – pintando quadros



Sabem o q seria uma cena interessante? Um confronto lírico entre Azagaia e Duas Caras. Ya, isso sim seria um beef bombástico. Não é Mega Jr.! Um gaj’ q nem seqer escreve. Mega não está ao nível de Duas e todo o mundo sempre soube disso. Mas o infeliz teve a lata de desrespeitar o Anibalzinho do Rap e teve o q mereceu.
P’ra falar verdade são poucos os rap-istas q como Cara- Cara sabem pintar quadros com palavras ao microfone. E um desses é sem dúvidas “o miúdo q tem os tomates no lugar” ou seja Edson “Mandela” aliás Azagaia.

Se eu colocasse aqi os dois nomes e propusesse uma votação tipo “qual é o melhor rapper?”, Azagaia provavelmente levaria a melhor, já q tem um álbum de sucesso gravado e Duas ‘tá no silêncio como se fosse um celular no... silêncio.
Azagaia no entanto, ainda está a promover e a vender o seu Babalaze, reeditado e com três faixas novas, isto é, faixas q não continham na edição original. E é de uma destas faixas q qero falar

Vocês já ouviram louca paixão? Mano...!

Produzida por Proofless e incorporando um sample não identificado*, este tema é um exemplo perfeito daqilo q é a capaciade deste MC de, como eu disse, pintar telas com palavras, no microfone.
Um amigo meu contou-me como a namorada ficou chocada e decepcionada com o “rapper q representa o povo” ao ouvir louca paixão. Mas p’ra mim, aqi Azagaia subiu mais uns degraus no ranking mundial do jogo do Rap.
Neste tema, Mano Azagaia relata, mais do q explícita, de forma gráfica uma sessão de sexo, e logo de início adverte “esta música não é aconselhável à menores de idade, nem à pessoas sensíveis...”

Começa com o relato de forma metafórica chutando “hoje vou ser teu general e tu minha recruta/ vou percorrer teu jardim, vou morder tua fruta” , mas isto é só a entrada. Já à meio da canção, Aza cospe veneno: “viro-lhe de costas penetro-a por trás/ ela é toda apertada, choco as paredes vaginais.../”. O massacre explícito continua e no final o ouvinte é dado a saber q a mulher é uma menor de 11 anos q é abusada com a cumplicidade da própria tia.
Esta foi a forma q Azagaia encontrou para retratar um dos problemas sociais mais alarmantes da actualidade: violência e abuso sexual de menores. Qeriam o qê? Q ele cantasse “não violem as crianças, não maltratem as crianças, porq elas são o amnhã...” a la MC Roger? ‘Tão à ver, esta é a diferença entre um MC e um “MC”...



*Assunto p'ra outra postagem...

Monday, March 16, 2009

Hip Hop rules? Not really...


P’ra mostrar à aqeles q como eu pensavam q o Hip Hop tá morto, estão enganados, Bang (qem mais?) em parceria com a mcel (claro!) organizaram um espectáculo denominado Hip Hop Rules, sábado, dia 14, no Coconuts.
Saí de casa animado, já q ia testemunhar in loco a prova de q o estilo do qual sou amante há *ilegível* anos afinal está vivo e de boa saúde e animado porq ia socializar com gente da minha espécie p’ra variar.


Quando cheguei o show já tinha começado mas não me parece q tenha perdido muito p’ra além de uns freestyles. Entrei e ‘tava-se na primeira eliminatória do concurso de beats, em q o produtor Manolo foi o primeiro classificado. Logo a seguir começou o desfile dos artistas e se a memória não me trai os primeiros a serem chamados ao palco foram os M-Eighteen, q interpretaram lá o q interpretaram. Fiqei surpreso ao ver Mano Azagaia logo de seguida, pois eu pensava q os organizadores deixariam o melhor p’ro fim. Azagaia manteve sua postura de revolucionário e interpretou as mentiras bem acompanhado pelo público, embora eu ache q nita ku fonela (telefonar) seria mais apropriado p’ra ser interpretado num local como Coconuts. Iveth juntou-se a Azagaia ao palco e provou ser a Senhora do nosso Rap no momento.

Depois foi a vez de DJ Júnior chamar A2 q também esteve bem. De início sozinho interpretou o seu tema tipo-freestyle A2 está cá e depois com Impro o seu sucesso Bebé p’ra alegria das pitas presentes. E aqi o Rap decente parou, p’ra dar lugar à matrecada como o grupo LCD e depois Mr. Arsen. Pfff...! Não percebo porq é q Arsen foi convidado p’ra fazer parte da "ressurreição" do Hip Hop. Trouxe ao palco consigo um gajo todo musculado q pelo q entendi era suposto protegê-lo dos fãs mais agitados, já q ele é uma grande estrela. E lá fez aqelas cenas q faz sempre q ninguém percebe. Arsen é um bom produtor. Q se fiqe por aí.
Foi boa a idéia de se incluir algum R&B no show. Preto esteve presente e interpretou dois temas com o microfone tão encostado à boca q eu não pude perceber como conseguiu fazer sair as palavras enquanto cantava.
Mais R&B foi mais tarde trazido pela girls band da Track Records, The Dream, para o meu deleite. Eu simplesmente curto as vozes destas meninas e tenho uma coisa por uma delas.

Já não me recordo depois de qem, mas a dado momento o representante da mcel presente, entregou aos veteranos Rappers Unit um prémio em reconhecimento ao facto de este grupo ter sido o pioneiro no jogo cá em Moz e Squeeza (se não estou eqivocado) mostrou como se manipula palavras q rimam sem deixar de dizer algo com sentido.
Slim Nigga, q é um dos rappers do momento (não sei porqê), subiu ao palco e lá rap-ou aqelas cenas q os putos curtem hoje em dia. Algum Rap decente voltou a ser apresentado na voz de rappers como Izlo H, Pitchó e Micro 2. E depois a veio a mediocridade, com os elementos do “Super” grupo Magnézia, q invadiram e encheram o palco, de tantos q são, ao som barulhento de motorizadas ao q chamaram de “o grito da Magnézia”.
O rap-ertório da Magnézia era longo. Eu ‘tava a espera da actuação de Duas Caras. Não estava a beber. Perdi a paciência. Bazei.

- Eu não sei qem e nem como esse alguém conseguiu convencer Bang a organizar este evento. ‘Tá mais do q claro q Bang, como diriam os brasileiros, não ‘tá nem aí p’ro Hip Hop. Eu a chegar, o gaj’ ‘tava a bazar. Bang é o padrinho do estilo q dá dinheiro: O Pandza (ou Dzucuta se qiserem).

- Eu entendo q a idéia era unir rappers das diversas formas de Hip Hop porq a união faz a força mas são rappers como LCD, Mr. Arsen, Magnézia e Yoyo entre outros q impedem q a música Rap ganhe novos adeptos por falta de conteúdo e originalidade com tanto inglês nas suas letras.

- O Hip Hop pode não ‘tar morto. Mas bem também não está. Há alguns gajos (poucos) q são realmente competentes com o micro. Mas grosso modo, tretas!

- Ou será q já ‘tô velho demais p’ro Rap? Só pode. Não admira q agora escuto mais R&B e a nossa música ligeira. Agora, enquanto escrevo isto, ‘tô à curtir Elsa Mangue.

No mas...

Sunday, March 15, 2009

Nuno Abdul e o caso do celular roubado – uma estória “real”


Isto já é jornal de ontem mas q se lixe. Estava eu o outro dia a ver o programa atracções da Miramar (o programa televisivo com maior audiência?) e Fred ‘tava a falar dum e-mail q anda aí a circular, em q alguém se qeixa de ter lhe sido roubado o telefone celular pelo ex-concorrente do Fama Show, Nuno Abdul. Ha!
O acusado foi então, convidado a comparecer aos estúdios da Miramar p’ra contar sua versão da estória. E assim aconteceu. No início achei a acusação absurda até Nuno começar a relatar o desenrolar da coisa. Nuno esteve com a vítima, sim. Nuno usou o celular da vítima, sim. O celular da vítima sumiu, sim.

Até aqi tudo normal, até porqe Abdul devolveu o telefone assim q terminou de fazer a chamada a partir do telefone da vítima. Mas acontece q p’ra enfatizar q não precisaria de roubar p’ra estar comunicável, sacou dos bolsos quatro celulares, q lhes foram, segundo ele, oferecidos pela mãe, p’ra usar no seu dia-a-dia. Uau! Ah é? E mais ainda, admitiu ser um filhinho da mamã e se precisasse de um quinto cel, era só pedir mamã. Q fofinho!...
E foi aqi q comecei a considerar a possibilidade de a acusação ter alguma razão de ser, ou seja, Nuno “Lentes-de-Contacto” Abdul pode ter realmente roubado aqele celular.

Ora vejamos: p’ra começar, não faz muito sentido p’ra mim q alguem q use quatro celulares chegue à não ter crédito p’ra fazer uma chamada. Além do mais, qem realmente p’cisa de 4 celulares? Conheço dealers de verdade e os gajos usam no máximo dois! N. Abdul é dependente, então p’ra qê tudo isso? Q eu saiba, criminosos, esses sim, precisam de tantos telelés assim, por exigência da actividade de q se ocupam.
Por outro lado, é sabido q mininos mimados podem ou não ter problemas comportamentais impulsivos como a cleptomania, quando mais crescidos. Quantas vezes não ouvimos falar de distúrbios causados por filhos de dirigentes ou de famílias agastadas, alguns deles chegando até a enveredar pelo caminho do crime? ‘Tão à ver né? Não, estou a afirmar q é o caso, só ‘tô a dizer...


Mas sabem q mais? Esta estória toda pode ter sido inventada pelo próprio Nuno Abdul, p’ra ter seu nome na boca do mundo e conseguir algum tempo de antena: o seu álbum está quase pronto...