Monday, July 07, 2008

Q a moda pegue

Antes da gala final do Fama Show, o cantor angolano Hélvio cuja música eu aprecio, foi convidado a visitar os concorrentes finalistas p’ra trocar impressões com estes e dar-lhes aqela força. Os “famosos” começaram a fazer-lhe perguntas tipo por q dificuldades ele havia atravessado em sua carreira, se sua voz rouca era natural e por aí. Yolanda Ana fez uma pergunta simples e legítima p’ra uma moçambicana mas q deixou o angolano visivelmente, como diriam os brasileiros, encabulado. Eu não sei se foi apenas impressão minha mas, mas o gaj’ pareceu ter sido pego de surpresa q até começou a suar. Ela apenas perguntou o significado de “muchima wami” (não sei se escrevi bem), palavras q fazem parte da letra de um dos seus hits. Ele lá explicou o significado mas ficou claro p’ra mim q o problema é q Hélvio não domina(va) ou não sabia mesmo falar essa língua do lugar de onde ele é oriundo. E não é o q acontece por cá?

Artistas como Neyma, Lizha James e Gabriela, por exemplo, cantam em changane mas não sabem falar a língua, recorrendo à outras pessoas para traduzir as suas letras originalmente escritas na língua de Camões. E a razão por que estas meninas optaram por fazer uso da língua cá da terra agora, não tem na minha opinião nada à ver com algum tipo de consciência patriótica nem nada disso. Tem a ver com a fórmula p’ra vender discos: O primeiro verdadeiro êxito de Neyma foi Nuna wa mina, seguiu-se hi maka ya mil e hoje ela se autoproclama a raínha da marrabenta. Lizha James q cantava essencialmente em português e inglês explodiu quando começou a meter changana em suas letras em temas como Moçambique, nuna wa mina e Já não me dás valor. Podem-se notar nas suas interpretações algumas falhas de pronúncia q muitos consideram propositadas pois “elas sabem falar, estão a gingar, essas meninas da cidade”.

Há algumas luas atrás eu criticava as pessoas q criticavam os q não sabem se expressar nas línguas locais defendendo minha posição pelo facto de q “ muitos de nós não estamos expostos à um ambiente q nos permita estar em contacto com os nossos dialectos”. Sendo essa teoria algo verdadeira, não deixa de ser também verdade q é lamentável q muitos de nós jovens não falemos as nossas línguas locais. Não saber falar a língua dos nossos avôs distancia-nos das nossas origens. Distancia-nos de qem somos. ‘Tas à ver o q é ires visitar a vovó lá no distrito e ela ter q se desdobrar em esforços para se comunicar contigo em pretoguês?

Por isso pá, numa altura em q se pretende resgatar a nossa identidade e nossos valores culturais ainda bem q tá na moda cantar em dialecto. Pode ser um bom começo...

Monday, June 30, 2008

Xidimingwana é mais Hip Hop q Mega Jr.!


Não mas é sério. Ora vejamos:

1. Os dois rap-am. A razão porq Xidiminguana não é conhecido como rap-ista é q não arreia as calças, interpreta suas canções em cima de marrabenta e magica e tá maning velho (‘cês sabem q música Rap é p’ra putos);

2. Xidimingwana é melhor improvisador (um dos reqisitos p’ra se ser um bom rapper) q Mega Jr. É por isso q se esqece da letra nos videos. Segundo Duas Caras, Mega tentou improvisar em Angola e “jogaram-lhe tomate em cima”.

3. Além do mais Mega Jr. não escreve as suas próprias letras. Ele próprio confessou. Isso não é anormal no jogo do Rap mas retira-lhe pontos;

4. Xidimingwana é conhecido por falar mal de mulher – ‘cês sabem q o Hip Hop é considerado o género musical mais misoginista q existe. Já Mega Jota não aguenta com elas. Mas também, como vais falar mal de pitas quando tens Liloca?

5. Sabem o q é underground rap? Aqele q é consumido por um peqeno grupo - os fiéis, os puristas. Mega Jr. agora é uma estrela com fãs em todo o país. Assim Xidi é mais underground q Mega.


Pois é. Taza ver né? Tenho ou não tenho razão?

Thursday, June 26, 2008

Mahel, o messias da nossa música


Ele tentou durante dois anos entrar para a gravadora Bang Entretenimento e não conseguiu. Mas Mahel não se deixou abater, lutou e agora fundou a sua própria gravadora (ou label, como vocês dizem), a Mahel Band Label.
Colhi esta informção a partir duma entrevista q o cantor concedeu à STV recentemente. E por falar em entrevistas com Mahel, não as percam, porq vocês vão rachar em pedaços de tanto rir (ok, nem tanto). O gaj’ é mesmo engraçado. Eu o achava um fala- barato, cheio de tretas mas agora percebo a sua veia cómica. Só não sei se ele prório está a par desse seu talento. Por exemplo nessa mesma entrevista, comentando sobre a sua nova canção Samora, ele afirma q as crianças este ano vão ser melhores alunos em história graças à ele.

Quando qestionado o porqê de ter gravado um número sobre o nosso mais carismático líder, lá explicou (falou mas não disse nada) a razão mas p’ra mim Mahel está obviamente a seguir os trilhos de MC Roger. O gajo deve ter pensado “se eu falar de Guebuza vai se topar logo...”, taza apanhar, né? Por falar em Guebuza, as eleições vêm aí, não?

Portanto, depois de ter andado algum tempo a “rodar baixas”, Mahel ‘tá de volta em grande em 2008. Nova música, um vídeo com a participação de estrelas interncionais de cinema como Danny Glover e a sua própria gravadora. Aliás, a Mahel Band Label foi fundada para ajudar artistas q passaram pelas dificuldades q ele próprio passou, assim , tipo, se por exemplo Ziqo cair e Bang não o qiser mais lá, Mahel e sua gravadora estão de braços abertos para recebê-lo e leventá-lo de volta à ribalta. Todos serão recebidos, velhas glórias, malta jovem, todos. Grande Mahel.
Assim, à luz da boa vontade de Mahel, eu fiz uma peqena lista de alguns músicos q eu gostaria q fossem “salvos”. Alguém entregue a lista à Mahel se faxavor:

Elsa Mangue, Magid Mussá, Elvira Viegas, Dimas, Salim Mohamed, Kapa Dêch, Yara e Mega Jr (não q eu goste de Mega mas o gaj´ bateu bem o ano passado e agora já caiu no chão pá?).

Tuesday, June 24, 2008

Alimento p’ra mente – Sirva-se

Lembro-me de há alguns meses atrás alguém ter me perguntado quando é q iria passar aqi em revista o álbum Babalaze de Azagaia. Tu sa’s, os manos qerem ouvir a opinião do Kanino (até parece q sou algum especialista). Eu respondi q assim q voltasse das “férias” iria fazê-lo, q estava a organizar as cenas de modo a voltar em grande. A verdade é q ainda não tinha o disco em mão, mas agora já passa muito tempo e provalvelmente já não interesse. O q vou fazer é dizer q vale ter a pena ter o álbum, é forte. Muitas canções com muitos versos citáveis, aqi tá um exemplo:

Da canção Eu não paro:

Porqe nem tudo o q eles dizem é verdade
eu disse uma vez e dizem q eu disse a verdade
mas vocês não qerem ouvir a verdade, não é verdade?
no país do faz-de-conta, faz de conta a liberdade
OK, faz a conta: até onde vai tua liberdade?
tenta acusar teu chefe de excesso de liberdade
quando ele olha teu currículo e tem a liberdade
de perguntar se o teu partido é o da frente da liberdade
(...)

O Verdadeiro rei do Pandza


Não é Denny OG. Não é Ziqo. Não é DJ Ardilles. É MC Roger. O qê? É isso mesmo.

Qem visita o Sangue Moz desde o dia primeiro já sabe o q acho de Rogério Dinis como MC. Mas é preciso reconhecer e entregar à César o q é de César: o gajo é o pioneiro deste movimento musical da música jovem moçambicana à q hoje se chama de Dzucuta (ou Pandza – parece q é a mesma coisa mesmo ). Pensem, tentem se lembrar: qem começou a rap-ar em cima de um ragga numa língua nacional? Aqeles raggas todos com Mr. Arssen, a canção curtição q incorprora um sample de Rosália Mboa? Não é essa a definição* de Dzucuta?

O q malta Ziqo, N Star e não-sei-qê fizeram foi redefinir a sonoridade do estilo e dar-lhe um nome, mas na génese está MC Roger, mano, não há como. E quando digo q o “Patrão” começou o movimento estou a falar de toda uma forma de estar dos jovens “artistas”. Ele mostrou q talento não é tudo no mundo da música nos dias q correm. Na verdade ele mostrou q talento (não) é nada no mundo da música nos dias q correm Ele começou com os videos exibicionistas e materialistas com os carros de luxo com seu nome na placa da matrícula.

Um dia desses, no ano passado penso eu, ouvi uma canção de Mahel com um beat desses dançáveis em q o autor de mamã e casamento canta a la MC Roger. Sério. Deve ter sido na altura q estava a tentar entrar para a Bang Ent. mas eu ouvi, era Mahel. ‘Tão ver a influência, né? Foi a fórmula de MC “fato italiano” Roger q deu luz a gente como Pussy Cat e fez rappers como Mega Jr e Denny O.G. abandonarem o Hip Hop.
E por falar em Denny, parece q vem aí um álbum intitulado O Rei do Pandza, mas Kanino já vos fez ver qem pavimentou o caminho...

Monday, June 23, 2008

Funk

Fogo meu, ser negro!....

O outro dia ‘tava eu à procura de não sei q palavra no desfolhado, velho e acastanhado-pelo-tempo dicionário da língua portuguesa do meu tio, quando encontrei a palavra Catinga. P’ra qem pensa q significa apenas “cheiro desagradável de qem tá p’cisar dum bom banho”, saiba q é bem mais específico do q isso. Vem assim no dicionário José Maria Relva:

Catinga, mau cheiro dos pretos.

*algum tempinho p’ra engolir essa*

Ok. Hã?

O q é q isso significa? Existirá um nome p’ro “mau cheiro” de cada uma das outras raças ou cheirar mal é propriedade da raça negra? Q alguém me clarifiqe isso, se faxavor!

Monday, April 14, 2008

So mais um tempinho

2008! Eh a primeira q vos dou um como eh, este ano, fogo! (desculpem ta dificil acentuar neste teclado). Entao, ta tudo bom? Epa, nao vou demorar, so passei pra dizer-vos q vosso mano Kanino e o sanguemoz estarao de volta muito em breve, fiqem ligados. Eh so mais um tempinho...

´te breve!

Wednesday, December 12, 2007

Fama Show - A Caminho da Final


Bom, o vosso show favorito da TV está na recta final. Qem acham vocês q vai ficar com o carro, a mola e aqela viagem p’ros “States” (fogo, qem me dera!)?
As últimas galas têm sido bastantes irregulares em termos de espectacularidade, tendo algumas sido melhores q as outras, mas nenhuma das galas foi realmente espectacular (claro q não).

Não acompanhei a 6ª gala, mas ouvi dizer q foi uma bagunça, com a saída de Eulália Hortência e um dos professores a chorar e ameaçar q ia deixar a academia por isso. Hã? Q papo é esse agora? Qero dizer, é claro q a saída de Eulália foi super injusta, mas isso é de se esperar num concurso cujo destino dos participantes é determinado pelo voto público. Essa é a regra do jogo e o professor Adérito sabia disso de antemão. Então q teatro foi esse? No dia seguinte estava no Music Box, a falar de um espectáculo q estava a organizar para celebrar os seus anos de estrada como pianista. Hmm...

A 7ª gala foi matreca. Houveram duetos (é houveram ou houve?- português...). Duetos fracos, o pior dos quais foi o de Júlio António e Kelvin Ismael q tentaram interpretar same girl de R. Kelly e Usher. O outro dueto falido foi o de Amélia Lichucha (campeã de votos) e Ângelo Mário q “interpretaram” Amahihi de Ziqo e Lizha James. Q decepção, nunca pensei q Lichucha fosse desafinar, meu brada!
Uma ou outra pessoa fez uma interpretação um tanto enérgica, mas vocalmente os melhores só estiveram bem e os restantes nem por isso.

Na 8ª gala as coisas melhoraram. Coincidiu com o dia mundial do SIDA e os participantes tinham q dizer algo à propósito. A Concorrente de Manica, Carla Maria, disse uma cena mais ou menos assim: “...estejam à vontade. Esta doença não significa q é a morte.” Eh, yá! No q respeita às actuações quase todos estiveram bem nas suas actuações “à solo”. Nos duetos a história repetiu-se.

A última gala (9ª), também não foi tudo isso em termos de espectáculo, mas provavelmente não se pode exigir mais. Nuno Abdul e Júlio António, não estiveram bem, aliás Nuno já tá na curva descendente há muito. Júlio António nunca me convenceu. Abuchamo Munhoto é o mais consistente dos concorrentes e por isso merecedor do prémio. Mas Ângelo Mário de Gaza também merece. É o concorrente q mais mostrou evolução.
Só ficaram três meninas: Amélia Lichucha, Yolanda Ana e Esperança Bembele. Suas interpretações nesta gala foram boas, mas não convenceram em trio ao interpretar emotions das Destiny’s Child tendo Yolanda sido a melhor. Esperança foi bastante irregular durante quase todo o programa. Então p’ro top 3, qualqer entre Lichucha e Ana são merecedoras.
Surpreendentemente Abel Crisanto q nunca havia cantado razoavelmente seqer, nesta gala saiu-se bem ao interpretar minha mãe dos Mozpipa. Ah, só agora...

Previsão do Kanino – Top 3

1. Abuchamo Munhoto;
2. Amélia Lichucha/ Yolanda Ana;
3. Ângelo Mário

Diferente disto, é batota.

Monday, December 10, 2007

Álbum em Revista


Tente isto em Kasa (sessões de remistura), Vol. I – Paiol Sonoro


Já faz algum tempo desde a última vez q passei aqi um álbum em revista. Não sei o q ‘tá-se a passar comigo, mas fora o facto de andar meio ocupado, já não tenho aqela vontade de sentar, ouvir um álbum, fazer a minha análise (ainda q ignorante) do mesmo e escrever algo. Das duas, uma: ou esses rappers não ‘tão a dar conta do recado, ou eu ‘tô a ficar velho p’ro Rap. Eu prefiro pensar q é a primeira.

Há anos q eu venho dizendo q há um desfasamento entre a produção musical e o conteúdo lírico da nova música moçambicana em geral e do rap em particular. Há muitos e bons produtores q até podiam vender seus beats à artistas internacionais e têm mostrado evolução nessa área com o passar do tempo. Mas já quanto à liricistas o mesmo não se verifica. Só um e outro têm a capacidade estabelecer eqilíbrio e harmonia entre essas duas componentes.

O Paiol sonoro é um grupo de produtores do género Hip Hop, q pertencem à gravadora 911- Estúdio Genérico, q está a conqistar terreno na cena underground do Rap nacional. O grupo constituído por Neurotoxina, Freeyamind e AljazZ, já trabalhou com vários rap-istas do meio, e lançou alguns trabalhos incluindo o Marketráfico Vol. I, q obteve relativo sucesso nos programas radiofónicos de Hip Hop (principalmente o clássico Hip Hop Time) e cujo single principal foi uma luz q até passou pela televisão.
Tente isto em casa (sessões de remistura), Vol. I é o mais recente (acho eu) trabalho do grupo de produtores a sair às ruas. A idéia foi, como o próprio nome do álbum sugere, pegar em canções já gravadas e conhecidas e dar-lhes uma nova roupagem, então não há aqi muito a ser dito. Num alinhamento de 14 faixas, o CD conta com as vozes de MC’s como Azagaia (As mentiras da verdade), Iveth (Seja Feliz), o duo F&G (o Nosso Som) e Xitiku Ni Mbaula (dingzwayu ani ritu) entre outros. Se és um purista e tens ouvido p’ra Hip Hop com influências do Jazz tipo A Tribe Called Quest, DJ Jazzy Jeff, Pete Rock ou mesmo o malogrado Jay Dilla, que por sinal é a principal influência para estes produtores, então este álbum é p’ra ti. É mesmo isso q aqi vais encontrar. No q toca aos raps, não há muito a dizer, é aqela base: rap “positivo”. Tirando temas como as mentiras da verdade, q dispensa qualqer tipo de comentários, dingzwayu ani ritu e os “punch lines” de Sick Brain em longa metragem, é aqela cena. Os principais senãos deste álbum: a faixa das Female Emcees e o facto de O nosso som dos F&G aparecer duas vezes. Porqê? Porqe não chamaram o velho Kanino p’ra rap-ar num dos beats? 3.0 Xigovias.

Promoção da cultura, o tanas!

Meu mano Magus Delírio escreveu uma postagem interessante sobre essa corrente da nova música jovem moçambicana Dzucuta/ Pandza, na qual deu p’ra se concluir q a mediocridade resgatou a moçambicanidade (seja lá o q moçambicanidade qer dizer). E os jovens não teriam provavelmente conseguido essa “proeza” sem a ajuda da mcell. Nesse sentido o meu apreço à empresa pelo apoio. Qero dizer, tem de se começar de algum lado e não se pode negar q hoje em dia as coisas ‘tão bem melhores p’ros fazedores de música (autênticos ou não) moçambicanos. Basta ser-se esperto e aliar-se aos mais “fortes” (se é q me entendem). Ou seja, como diria MC Roger, estar updated.
Mas eu não consigo deixar de pensar q, se gente medíocre conseguiu fazer essa espécie de revolução na situação da nossa música, o q teria sido se esse apoio fosse dado à artistas de verdade? Mas bom, é o q é...

Estamos no verão e como de costume a mcell patrocina a maior parte de eventos ligados à música jovem, naqilo q agora chamam de novidades do verão, tendo já sido lançados os novos álbuns de estrelas como Dama do Bling, Stewart, Valdemiro José, Lizha James, Doppaz, Ziqo & Denny O.G. (‘pera aí, não me digam q Stewart agora é da Bang Ent.? Seria uma jogada esperta, era disto q eu tava a falar no princípio. Às tantas a seguir vai Neyma. Já deixou Yeyé como qem deixa um mau hábito, porqe é q não pode deixar Dinho XS?). Outro evento q me vem à memória no momento é a celebração dos dez anos de carreira de MC Roger. E claro o vosso “reality show” (não me façam rir logo de manhã...), o Fama Show aos domingos.

Se olharmos p’ra estes nomes q acabei de mencionar, são os nomes q estão a bater. Vendem discos. Arrastam multidões (por assim dizer). Bem, não sei quanto à Stewart, mas a avaliar pela rotatividade do seu último single Felizminha, a coisa vai bem. Então ‘tão a ver, é tudo uma qestão de fluxo de caixa. Por exemplo Mingas deu um show de celebração de trinta anos de estrada mas não teve direito à tempo d’antena como MC “fato italiano” Roger.
E depois tem o Fama Show (Bayano Valy também escreveu algo interessante sobre o programa), q é suposto ser uma forma de descobrir novos talentos e encaminhá-los nessa árdua carreira de músico. Na verdade o q se vê é q o show não passa de mais uma forma de a mcell e os seus parceiros facturarem mais algum, arrastando adolescentes lá p’ro cine África e fazendo-os gastar via sms.
Louvem a mcell o quanto vocês qiserem e eu não ‘tô aqi a dizer q o q eles fazem é negativo, mas não se deixem enganar pensando q estão a promover a nossa cultura. ‘Tão mazé a fazer mola, isso sim...

Tuesday, December 04, 2007

É tudo estratégia de marketing...

Devia ter posto isto o outro dia, mas depois me esqeci...

Naqele debate da Adriana Anabelópolis (algo me diz q não é bem assim o nome dela), sobre O q é Música Moçambicana q aconteceu no início do ano, eu me recordo de tê-la ouvido à perguntar aos presentes se não era o marketing um factor determinante na imposição da música jovem sobre a da velha-guarda. O q me pareceu nesse dia, foi q as pessoas estavam mais interessadas em atirar pedras umas às outras do q qualqer outra coisa.
A resposta é: também. Há duas (principais) razões porq a nova-escola domina o “mercado” discográfico nacional: 1. Oferta, 2. Promoção (o tal marketing então).

Quando falo de oferta, não sei se ‘tô a usar o termo correcto, mas a verdade é q muitos dos artistas da velha guarda vivem do passado. E quando regressam ao estúdio, é p’ra gravar um par de inéditos e o resto é material velho. Fogo, MC Roger tem dez álbuns na manga!! Dez! Matrecada ou não, está lá nas prateleiras. A Dama do Bling q começou a carreira no ano passado já vai no seu segundo estoiro, Ziqo já tem uns quatro, Oliver Style também por aí, epa, enfim...
No q toca à promoção, ‘tamos na era dos vídeos em Moçambiqe. Quando foi a última vez q viste um vídeo de uma velha-glória? Nada! Os putos descobriram q nos dias q correm, talento na música é o último dos reqisitos p’ro sucesso. Tudo depende da máqina de promoção do teu “trabalho”. Tudo vale, desde os vídeos escandalosos à rixas entre artistas, à fofocas, o q for preciso p’ra chamar a atenção do público. O q me traz ao meu tópico p’ra hoje (hmm, isto vai ser longo...).

O outro dia à tarde eu tava à ver TV, era o Music Box e Celso Domingos enfatizou q aqele era um programa “importante” porqe Stewart ia dissipar todas as dúvidas sobre os rumores de q ele era seropositivo. Eu “Ah é, afinal há esses rumores?” ‘Tão à ver, eu não sabia nada disso, até aqele dia, vocês sabiam? Mas depois Celso continuou dizendo q também ia passar em exclusivo o novo vídeo de Sukuma q integrava o novo álbum, a ser lançado dali p’ra breve. E eu “ah, então é isso!”. Qero dizer, fogo, o tal boato surgiu lá p’ra 1999 ou coisa assim, porqe é q só em 2007, o autor de Olumwenko decidiu “qebrar o silêncio”? Nas vésperas do lançamento do seu último esforço? E o pior é q o gaj’ tava ali se lamentar do facto de as pessoas andarem a especular e a sugerir esse tipo de coisas sobre a sua saúde e tal, mas de repente começa a dizer tretas sobre Jeremias Ngwenya tipo “... eu não estou a dizer q ele morreu de SIDA, mas Jeremias morreu de ignorância e estupidez, ...porq ele não qis se tratar, blá, blá, blá...” ‘Tão a ver ele reclama desse tipo de comportamento mas logo a seguir faz o mesmo, e no caso é pior, já q Jeremias não tá aqi p’ra se defender. Mas ei, como eu disse tudo vale neste jogo. Tudo vale pela atenção pública e promoção de discos. É o q é...

Tuesday, November 27, 2007

Ao vosso dipôr, Kanino

‘Tô de volta, fofas!! Com’é, sentiram falta dum gaj’? Eu sei q sim. Ha ha! Ei, um com’é também p’ros manos q procuraram por mim neste espaço. Uns devem ter pensado “o gaj’ deve ter conseguido uma gaja e já não qer saber do blog...” e outros “às tantas levou com uma bala perdida ou uma cena assim...”. Nah, nada disso, se bem q qualqer uma dessas possibilidades faz todo sentido, qero dizer, se eu encontrar a moça dos meus sonhos (tu sabes, miolos peqenos, bunda grande), é muuuito provável q eu desapareça por uns minutos (dependendo do tamanho da bunda), taza ver, p’ra recuperar o tempo perdido. Quanto à bala perdida, epa, ainda estamos em 2007- ano marcado pela violência- e tudo é possível. Pior p’ra mim, q vivo perto de uma esquadra. De repente vai lá um jovem advogado acompanhar um cliente e tufa!! ‘Cês sabem como polícias “não podem” com advogados, provavelmente porq eles (os advogados) “se fazem maningue”...


Tenho andado ocupado. É isso. Ei, a coisa não ‘tá fácil, sócio. Não posso me dar ao luxo de dedicar todo o meu tempo a escrever um blog. O outro dia, aquando do espectáculo do lançamento do disco de... Stewart, acho eu, meu brada G manda-me uma sms q dizia mais ou menos assim: “ Então não vais? Vais xcrever no blog q ouviste dizer q o show foi nice...” ao q respondi “porq é q tenho q escrever alguma coisa? Q se lixe o blog! ninguém me paga pa escrever aqela merda...”. Pois é. Mas ‘tô aqi, não tô? ‘Tamos juntos.


Ah, a propósito, p’ra aqeles q não sabem, o Sangue Moz faz este mês um ano de existência. Geralmente à passagem de um aniversário, a gente pôe-se a reflectir e tal, sobre o q tem sido e o q vai ser. Mas eu não vou me maçar com reflexões e balanços, isto é só um blog. E nem seqer é um blog importante. É só uma forma q encontrei de expressar algumas coisas q me vão na cabeça e dar uma de jornalista cultural (espero q Ouri não esteja a ler isto). É só uma forma q encontrei de me divertir e... ocupar o meu tempo (oops). É só uma forma q encontrei de interagir e aprender convosco. Por isso, o Sangue Moz ‘tá aqi, eu ‘tô aqi e não vou à lugar nenhum. Podem contar comigo...


Ao dispôr

Wednesday, November 07, 2007

Fama Show (4ª gala) – Revista


Se vocês leram a resenha q fiz da 1ª gala do Fama, já imaginam então q não vou ser consistente com a coisa. Tenho q estar realmente desocupado p’ra ficar em frente ao televisor ou mesmo ir ao Cine África p’ra acompanhar as galas. Não q ande ocupado com coisas importantes: se não ‘tô a jogar à bola-ao-cesto, ‘tô a reclamar da vida com os manos no bar da zona ou a tentar arrastar uma distraída lá p’ra minha dep (qero dizer p’ra dep onde me deixam dormir), mas epa...
Uma coisa sobre esta edição do Fama q deu p’ra reparar é q em comparação com as pretéritas duas, o número de pessoas com potencial vocal é maior. Assim, eu penso q daqi à mais duas galas, se sair qem realmente não merece continuar na “academia”, o show vai ser interessante de se curtir. Mas ok, vamo-lá apanhar o gajo:


As melhores actuações (como sempre, não importa a ordem de menção)

Kelvin Ismael – interpretando recomeçar do R&B-ista moçambicano Preto, deu-se bem. Eu me pergunto será q os cantores (moçambicanos) cujas canções são usadas no Fama ganham alguma coisa com isso? Deviam, não?


Abuchamo Muchoto – Naqilo q ele próprio chamou de homenagem ao falecido Lucky Dube (perdão, o grande Lucky Dube), “Buch” pôs a sala ao rubro com a sua perfomance. Em termos vocais não foi tudo isso, mas valeu pela energia q transmitiu. Apareceu de mechas. Porqê? Se lhe for atribuído uma canção duma mulher como é q vai ser? Hmm...

Eulália Hortência – não estava nos seus dias. Interpretou ndzita chava a colete de Safira José. É claro q o ‘blema não foi desafinação, mas sim concentração (ou falta dela), porq perdeu-se algumas vezes, como qem se esqece da letra. Ainda assim conseguiu fazer parte da minha lista dos melhores...

Arlete Fernandes – uma das vozes mais potentes entre os concorrentes. Interpretou when you believe de Whitney e Mariah, mas na versão do brasileiro Robson, como devia ser, apesar de não ter convencido o juíz convidado Nelson Maqil...

Yolanda Ana – uma das melhores actuações da tarde. Cantando um tema do duo brasileiro de irmãos Sandy & Júnior, Yolanda provou q não ‘tá ali p’ra brincadeiras.

Nuno abdul – um dos favoritos do público femenino. Felizmente o individuo sabe cantar. Interpretou nha coração de Grace Évora com muita segurança.

Amélia Lichucha – a sósia de Júlia Mwito. Outra das vozes de peso da academia. Cantou king of sorrow de Sade de forma convincente, excepto talvez p’ra a juíza Elvira Viegas.

Juvêncio Luís – deu à olhos sonhadores de Doppaz a sua própria interpretação, numa versão mais “abaladada”. Foi boa a idéia. Foi uma actuação boa no geral apesar de ter desafinado algumas vezes (quando tentasse atingir tons altos).

Pois é, foram esses os concorrentes q melhor se sairam na última gala. Ah, a propósito, eu não disse q essa cena de voto popular é uma merda? Já viram, Rui saiu.... Mas, força Rui, não desistas. P’ra próxima veja se apareces com umas mirrabas, sá’s como é...


Notas:

» Um dos elos fracos desta edição do Fama é o corpo do júri. Elvira Viegas na minha opinião não serve p’ra juíza. Eu ‘tô feliz por ela ter conseguido essa bolada, já q não tá a vender discos (maldita Dzucuta), mas não tá a julgar como deve ser. Por exemplo ela deu nota positiva à Júlio António q vocalmente esteve mal.

» O juíz convidado da tarde foi Nelson Maquil q também não deu conta do recado, tendo por exemplo criticado negativamente a interpretação de Arlete Fernandes e ter dado nota positiva à Abel Crisanto q foi nada mais, nada menos q a pior actuação da tarde. O q é q Maquil entende de música p’ra começar?


» A actuação de Abuchu foi em play black, ou seja a instrumental e os coros eram da canção original. Não é injusto?

» Depois de ter interpretado a sua canção de despedida, Rui Michel gritou “back home, back home!”. Porq é q moçambicanos gostam tanto de “falar” inglês nos dias d’hoje? Terá algo à ver com a integração regional ?

Thursday, November 01, 2007

Os ++ de 2007



As mangueiras já vão bem aceleradas na sua função quando chega esta época do ano. O ano tá a terminar. Como havia dito na postagem em q tentei pôr os visitantes a votar no artista (na área musical) mais popular do ano, 2007 não foi nada monótono, com a música jovem e a criminalidade a disputarem tempo de antena radiofónico e televisivo como se fossem candidatos à Ponta Vermelha.
Justamente quando achamos q a polícia tem a situação sob control (já passam uns bons meses sem “grandes acontecimentos”) um grupo de perigosos cadastrados se escapa da guarda da Polícia! Fogo! Mas ok, vamo-lá falar de música:

Faltando 2 meses para o fecho do ano, tudo o q for lançado durante este período só vai bater no próximo ano, então já podemos balancear 2007. Vou pôr a coisa assim:

Artista mais popular do ano- Denny OG
Só faltou o governo reqisitar Denny pra abrir as comemorações do dia da paz, nem q fosse só p’ra ele dizer chóóóóó....

Canção (Rap) do anoAs mentiras da verdade (Azagaia)
Sem comentários

Álbum Rap do anoTudo se vende, tudo se compra (Yazalde-Yazalde)
Para além do facto de este álbum ser forte em todos os aspectos (excepto talvez o facto de não ter tido uma divulgação e distribuição mais apropriada), os outros Rap-istas perderam por falta de comparência. Qem mais lançou?

Rap-surra do anoCu gordo (Duas Caras)
http://www.gpro.co.mz/

Álbum mais tocado do anoBang Ent. Vol I (Bang Entretenimento)
Cada faixa é um hit.

Programa televisivo do ano – Music Box (STV)
Na sua vertente de produção de espectáculos - Music Box Live- este programa serviu de prova do momento bom q a nossa música está a atravessar.

Gravadora (ou Label como vocês dizem ) do ano – Bang Entretenimento
Qem controla o game?

Produtor do ano
DJ Ardilles - género Dzucuta/ Pandza
Bagas – género R&B

Video Clip do anoDança do Remexe (Dama do Bling)
Direcção de Marcell

Director de Vídeos do ano - Marcell
Não percebo como é q não foi seqer nomeado para a categoria de melhor director (realizador) dos vídeos moçambicanos premiados pela Channel O.

Acontecimento do ano – os prémios da channel O p’ra Dama do Bling e Lizha James.

Perdas
Mas nem tudo foi bonito este ano. A música ficou mais pobre como o desaparecimento fisico de Jeremias Ngwenya, Chonil e Fat Lara. D.E.P. (descansem em paz).

Só qeres um bocado de bife? Oh, eu trouxe um boi inteiro...


Eu tava p’ra entrar uma postagem q levaria o título “onde é q anda Duas Caras quando p’cisamos?”, e não é q de repente o gaj’ aparece? Na última sexta-feira no programa televisivo + Jovem os ânimos estavam altos com Dzucuteiros dissidentes do Hip Hop e ‘fiéis ao jogo”, em rota de colisão. Não sei se é legitimo eu dizer fiéis, porqe na verdade era uma data de dzucuteiros versus Duas Caras. Mas não vi o programa por inteiro, então não sei se Duas tinha reforço.
O q pude perceber é q a G-Pro representada por Cara-Cara tinha de explicar o conteúdo da faixa DzucuPandza q anda a rodar pelas rádios e por sinal tá a “criar polémica”.
Lá Duas explicou q a cancão não tava direccionada a ninguém em particular, mas sim as rádios, q não estão a dar lugar à diversidade musical e tudo isso. N Star fez ver q não gostou, não da música em si mas do tratamento (musiqinha) q o estilo q ele ajudou a criar ( disse q foi ele qem deu o nome Dezucuta ) foi dado por Cem Paus e Duas em DzucuPandza. Depois disso pegou no micro e interpretou o tema de resposta (q conta com a participação de Denny OG, q esteve ausente).
Depois foi a vez de Duas q mandou logo de início: “Mega Jr. fora, X Ray fora...” e na segunda estrofe “...niggas fazem Dzucuta p’ra por comida na mesa”. wooo!!

Mega Jr. não gramou da cena e disse algo tipo “esses falam mas andam a pé, eu tenho minha casa, meu carro e alimento meus filhos com o Dzucuta...”
Duas não respondeu prontalmente, mas deve ter ligado p’ra Djo naqela noite tipo “ouve-lá, abre-lá o estúdio, mano, qero descascar aqele gajo”, porqe no dia seguinte tava nas ruas de Maputo o rap-surra do ano: Cú gordo, em q Caras (usando a instrumental de My fo fo de Fat Joe) simplesmente wapa Mega Jota em linhas como: “Eu nunca ouvi mas teu álbum é um lixo/ se julgarmos pelo preço q entregaste a VIDISCO/ foram 5 paus, vi o contrato com Emídio...” e no refrão “Mega? qem é esse Mega? é o maior boiola q eu já vi....”
Eu duvido q esta faixa vá passar na rádio devido a quantidade de palavrões q contém (‘cês conhecem Duas), e se ainda não ouviram, e só entrar p’ro site da Gpro http://www.gpro.co.mz/

Mega Jr. 0 , Duas Caras 1

Juntando Trapinhos

Casamento é o sacrifício q os homens fazem p’ra ter sexo, e sexo é o sacriíficio q as mulheres fazem p’ra ter casamento. - alguém


Sou como Prince. Adoro música e mulheres. Ah, mulheres, mulheres. Se ao menos eu tivesse uma... Minha pontuação com mulheres é muito parecida com a minha conta bancária: ridícula. Na minha idade já devia ter brincado o há p’ra se brincar, ter pontuado o há p’ra se pontuar, devia planear me casar mas...
Embora eu ache a união de duas pessoas (de sexos opostos, claro) para constituir familía algo importante, não só p’ra as pessoas envolvidas mas p’ra a sociedade no geral, o casamento p’ra mim tá fora de cogito (até porq é p’ciso ter alguém, p’ra começar). Mas às vezes penso nisso, principalmente quando alguém toca no assunto.

O outro dia ‘tava a ouvir casamento de Mahel, taza ver, e voltei a pensar na cena. O q percebi dessa canção é q basicamente o indivíduo estava a se lamentar por o seu casamento ter colapsado. Penso q a idéia central da letra, embora não tenha a certeza (‘ces sabem como as letras de Mahel são patetas), é q tudo é muito bonito no início mas depois d’algum tempo, o lar torna-se um verdadeiro estado de sítio. Verdade, só q no caso de Mahel o tempo bonito foi por sinal muito curto. Mas não é de Mahel q qero falar.

Como já disse, casar não tá nos meus planos, não só pela minha trágica situação financeira (q é algo q pode mudar), mas é q não tenho tido lá grandes exemplos a seguir: sou filho de pais separados. Meus primos são filhos de pais separados. Muitos dos meus amigos são filhos de pais separados. E essas separações (ou divórcios) não foram (nem costumam ser) nada amigáveis. Essas são as minhas estatísticas, então o papo de “cada caso é um caso” p’ra mim não serve.
Como eu disse no início, eu até aprecio a importância do casamento na estruturação da sociedade. Sim, um indivíduo q cresceu num lar estável tem menos chances de sair pelas ruas a assaltar gente e cenas assim. Mas a experiência mostra q a instituição do matrimónio tá na rota da falência (principalmente nos dias d’hoje).

O q me leva a perguntar: porq raio a gente se casa então?

Tem q haver uma forma de a gente criar nossos putos como deve ser, sem termos q suportar a mesma gaja por anos e anos, pá! Nós homens (nós africanos principalmente) p’cisamos de variedade em nossas vidas! Legalizem a poligamia... se faxavor!

O celibatário não presta mas não acredito no casamento. Não nos moldes convencionais. Mas talvez me case em nome do ... sexo. E também p’ra ter um par de fedelhos p’ra me passarem cheqes quando eu estiver gagá.

Senhoras, o q é q dizem?

Monday, October 29, 2007

Legalizem a Suruma... Se faxavor!!

It’s just a blunt...- Bob Marley

Cresci a temer e a amar a figura do nosso qerido e saudoso ditador Samora Machel por todas as estórias e relatos da sua vida e obra. Uma coisa do comandante-em-chefe q me decepcionou foi ter sabido da sua decisão de proibir a vinda de Bob Marley à Moçambique. Motivo: Marley fumava erva em palco e isso ia acabar sendo uma má influência para os jovens moçambicanos. Porqê?
Afinal o q é q tem a suruma de tão diabólico assim q até nos pode levar à cadeia, q por exemplo o álcool não tem?
‘Cês sabem q eu geralmente faço postagens ignorantes mas desta vez fiz o meu TPC, em nome do... jornalismo sério (he he he). Comecei por interrogar o pessoal da minha laia (amantes e cônjuges do álcool) sobre o q sabiam do assunto: falaram mas não me disseram nada. Decidi-me então pela 8ª maravilha do mundo: o engenho de busca Google. Algumas palavras-chave e tufa!! Olhem o q encontrei:

“Estudo revela como drogas mais perigosas na nova classificação britânica heroína, cocaína e barbitúricos. O tabaco é a 9ª substância mais nociva, a maconha a 11ª e o LSD a 14ª. A tabela se baseou nos danos físicos ao usuário, na dependência e no efeito do uso nas comunidades
O álcool é quase tão prejudicial quanto a heroína, além de o tabaco ser mais perigoso que a maconha, o LSD e o ecstasy. É o que revela nova tabela de classificação de drogas, publicada ontem na revista médica The Lancet, em Londres. A tabela, desenvolvida por cientistas britânicos, classificou a heroína, a cocaína, os barbitúricos e a metadona comercializada nas ruas como as drogas mais nocivas, seguidas de perto pelo álcool, que aparece em quinto lugar.”
P’ra ler o artigo na íntegra o site é http://www.growroom.net/blog/2007/tabaco-e-mais-perigoso-do-que-maconha-e-lsd/

E agora, q é q me dizem?

Esta info só veio confirmar o q eu já há muito desconfiava. Nunca presenciei algum tipo de ximoco envolvendo gajos sob o efeito de djambimba. Mas já de aálcool, haaa. Ainda este último sábado acompanhei in loco, com meu mano magus, uma cena de volência de rua dentro dum chapa, inspiradora de um filme com o teu herói de acção favorito. Cortesia da 2M (continuem o excelente trabalho).
Portanto se és do tipo “eh,eh, eu só bebo, mais nada...” Mano és tão drogado como foi a saudosa Brenda Fassie (desculpem, não consegui encontrar um exemplo vivo e mais próximo-q Deus a tenha).

Só p’ra manter a coisa no âmbito da música (embora não moçambicana), a razão q me levou a escrever isto é q 2 dos meus heróis (depois de Machel), Bob Marley e 2Pac eram fumadores de erva, da pesada. Olhem a quantidade e qualidade de trabalho q fizeram!
Trazendo a coisa cá pra casa, como a nossa música “não presta”, talvez se os nossos músicos fumassem um bocado de erva sem a poliícia ficar sensível com o assunto, nós os consumidores pudéssemos ser abençoados com alguma “música eterna”. Q é q cês acham?

* Não fumo, embora meus lábios bifudos sejam escuros...

A Minha Singela Contribuição

Isto não tem nada a ver com o preço do chá, mas é exactamente isso q é bom nestas coisas de blogs: podemos falar de qualqer assunto, da maneira q nos der na cabeça, sair do contexto e tudo o resto, sem apelo nem agravo. Ninguém nos paga p’ra escrever estas merdas (pelo menos a mim não).

Assim sendo, vou deixar a música em paz por um minuto para variar e falar de ... HIV. É q o outro dia, ‘tava eu folhear um dos jornais cá da praça, o notícias acho eu, e um dos assuntos em exposiçaão era uma conferência sobre HIV/SIDA q ia acontecer. Claro q não li a notícia. Porq é q havia de ler? Tenho a certeza q na tal conferência vai se “discutir e estudar novas estratégias a adoptar no combate a esta pandemia”. Ahh! Q conversa mais encardida! Estas conferências e seminários não são mais do q oportunidades pra as pessoas vestirem fatos, beber água mineral, cuchilar e sair de lá com uns tantos dólares. Não consigo engolir a idéia de q com todo o dinheiro doado ao país p’ra ajuda no combate à doença do século, não se tenha alcançado resultados palpáveis. Os números de infectados (e afectados) são ridículos. O q é feito dessa mola afinal? Não me digam, não me digam, eu sei: bairro do triunfo. Mas tá tudo bem, epa, não posso odiar gajos por ‘tarem a fazer mola, como diz aqele dizer em inglês: don’t hate the player, hate the game!

Falando concretamente no assunto, eu penso assim: O grande problema do HIV/SIDA, mano, é o tratamento todo especial q a “coisa” recebe. Qero dizer, se me perguntares, SIDA não é mais perigoso do q Malária. Malária rebenta contigo no espaço de algumas semanas: ou bazas ou ficas louco. Já a DS (doença do século) não. Então porqe todo o barulho a volta do SIDA?
É por causa disto q há a discriminação, a estigmatização. É por isso q as pessoas não fazem o teste de HIV. Se o Sida fosse abordado como uma doença, as pessaos iam vê-lo como tal. OK, ainda não tem cura, mas a málaria tem cura e mata mais do q SIDA.
Além do mais todo mundo sabe q os resultados dos testes não são tão secretos assim. Qantos vezes não (ou)vimos fumo e algum tempo depois o fogo dele?

Uma idéia q eu tive p’ra ajudar, pelo menos no q toca à parte da testagem é a seguinte: uma vez q o teste é rápido e simples porq é q não se fabricam kits de auto-testagem, como aqeles para as meninas saberem se estão grávidas? Assim as pessoas faziam o teste por si em casa e não correriam o risco de perder apertos de mão, e se manteriam vivos pelo menos até os europeus decidirem liberar os remédios anti-HIV (um como é pro Cardeal Francisco).

Porqê tanto barulho afinal?

Antes de mais, qual é a diferença entre Dzucuta e Pandza?

Não qeria entrar nesta conversa de DzucuPandza e não-sei-qê, q p’ra mim já devia ser caso encerrado há muito tempo. É q... afinal qual é o grande problema? No início todo o mundo tava à favor, porqe “é um estilo nosso, apesar das influências estrangeiras, contém toqes tipicamente nossos, q nos identificam, wate, wate...” Resultado: meio mundo ou mais de “artistas” e/ou aspirantes a tal, aderiu ao movimento. De repente agora o outro meio mundo de artistas e não só, critica o estilo, seus fazedores e seguidores. Porqê?
Eu até concordo q há muita mediocridade, como escreveu Magus Delírio no seu www.magusdelirio.blogspot.com, nesse estilo, mas mediocridade é um ‘blema geral da nossa “música jovem”, como eu já me referi numa postagem anterior (embora talvez noutros termos). E porq é q só agora reparam nisso?
Já há até conflitos entre artistas (principalmente os q abandonaram o Hip Hop e os q se mantêm fiéis). Estes conflitos (vulgos beefs ), como também já me referi numa postagem anteriormente, não passam de golpes publicitários (acho q podemos chamar-lhes assim), p’ra manter os nomes dos envolvidos na boca do povo.
Se eu bem me lembro, há uns bons anos atrás, antes de a G-Pro dar um passo em frente, Duas Caras e Cem Paus insultaram num rap, o então demissionário do Hip Hop, Fill Baby. Algum tempo depois estavam todos juntos no vídeo de --------- com Duas a rap-ar: “...tenho fantasias de amor q nem o Fill”. ‘Taza ver qual é a cena né?
A verdade é uma: Dzucuta tá a bater! E vai durar até aparecer uma nova tendência. Eu pessoalmente não tenho nenhum ‘blema com o estilo. Não tenho nenhum disco de Dzucuta/Pandza, mas quando há farra (quando foi última vez q ouviste a palavra farra?) lá em casa e o DJ detona, não hesito e entro na onda do mexe mexe, É q como diz Ta Basilly, “é uma dilícia”!
Quanto aos rap-istas q largaram o Hip Hop... ‘tamos a falar de qem, Mega Jr? Raio X? Fogo, é como disse meu mano kwilili, provavelmente esses indivíduos fazem mais pela música moçambicana no Dzukuta do q no Hip Hop... TD (tenho dito).